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Internacional

Trump quer Departamento da Justiça a investigar a identidade da fonte anónima do “New York Times”

Jeff Sessions e Donald Trump na tomada de posse do primeiro como Procurador Geral dos Estados Unidos

Win McNamee/Getty

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera que o artigo publicado de forma anónima pelo "New York Times", em que um alegado membro da sua equipa admite que existe uma resistência contra o Presidente por parte dos seus homens próximos, é uma ameaça à segurança nacional. A identidade do autor, defende, deveria ser investigada pelo procurador-geral, Jeff Sessions

Depois de ter exigido, através de uma publicação no Twitter, que o “New York Times” “revelasse ao governo” a fonte não identificada do artigo publicado na quarta-feira sobre o que se passa na Casa Branca, o Presidente dos Estados Unidos quer agora utilizar os recursos do Departamento da Justiça para saber quem foi que escreveu o texto.

A bordo do Air Force One, Donald Trump respondeu às perguntas dos jornalistas que viajaram com ele, muitas delas focadas neste artigo, que incendiou os corredores de Washington com a visão caótica que pinta do funcionamento da Administração.

Questionado sobre quais serão os seus próximos passos, Donald Trump disse que não estava colocada de parte a possibilidade de interpor uma ação legal contra o “New York Times” mas, em primeiro lugar, chamou o procurador-geral Jeff Sessions a investigar a identidade do autor porque “este é mesmo um caso de segurança nacional”.

Jeff Sessions é o mesmo a quem Trump já apelidou de publicamente de "desleal" por permitir a investigação às alegadas ligações da sua equipa a russos próximos de Vladimir Putin. Não publicamente, mas segundo os relatos publicados recentemente no novo livro de Bob Woodward, “Fear”, Trump chamou ao seu procurador e muito antigo aliado “um bronco do sul”.

Para impedir que, quem quer que seja a “toupeira”, “continue a participar em reuniões confidenciais sobre a China, a Coreia do Norte ou a Rússia”, disse Donald Trump, o seu próprio pessoal está a conduzir uma investigação interna. “Estamos a ver que material ele tinha, o que ele ofereceu como informação, de que coisas está a falar e onde é que está neste preciso momento”, disse Trump aos repórteres que seguiam no avião.

Questionado sobre se ainda confia no seu pessoal, Trump respondeu que sim, mas agora tem outros cuidados. “Confio, mas agora o que faço é olhar à volta da sala e, se não conheço alguém que lá está…”, disse o Presidente que reforçou que a sua Administração “funciona lindamente como um máquina bem oleada”.