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Internacional

Síria. Presidente turco pede cessar-fogo em Idleb para evitar “catástrofe, massacre e drama humanitário”

O Presidente Recep Tayyip Erdogan anunciou esta sexta-feira um “novo modelo económico”

Anadolu Agency/Getty Images

“Se conseguirmos emitir uma declaração de cessar-fogo aqui, será um dos resultados mais importantes desta cimeira e tranquilizaria muito os civis”, declarou Erdogan, em Teerão, perante Vladimir Putin e Hassan Rohani

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu esta sexta-feira um cessar-fogo em Idleb na cimeira em Teerão sobre o futuro desta província da Síria, o último reduto rebelde no país e onde está iminente uma ofensiva do regime.

Uma ofensiva em Idleb provocaria “uma catástrofe, um massacre e um drama humanitário”, declarou Erdogan perante os seus homólogos russo, Vladimir Putin, e iraniano, Hassan Rohani, cujos países apoiam o regime de Bashar al-Assad.

“Não queremos que Idleb se transforme num banho de sangue”, adiantou.

“Se conseguirmos emitir uma declaração de cessar-fogo aqui, será um dos resultados mais importantes desta cimeira e tranquilizaria muito os civis”, declarou Erdogan.

Para Rohani, “combater o terrorismo em Idleb é uma parte inevitável da missão que consiste em trazer a paz e a estabilidade à Síria, mas o combate não deve fazer sofrer os civis ou conduzir a uma política de ‘terra queimada’”.

O presidente iraniano pediu que as forças dos Estados Unidos deixem de intervir na Síria, onde se encontram cerca de 2.000 militares norte-americanos, considerando que a guerra que dura há sete anos está a chegar ao fim.

Vladimir Putin assinalou que o regime sírio “tem o direito de tomar o controlo da totalidade do seu território nacional e deve fazê-lo”.

A Rússia e o Irão são aliados do regime sírio e a Turquia tem apoiado os rebeldes.

Mais de três milhões de pessoas vivem em Idleb e zonas circundantes, quase metade das quais são civis deslocados de outras zonas da Síria. Na área encontrar-se-ão também cerca de 10.000 ‘jihadistas’.

Idleb é igualmente tema de uma reunião do Conselho de Segurança convocada por Washington esta sexta-feira.

A guerra na Síria, desencadeada em 2011 com a repressão de manifestações a favor de reformas democráticas, já causou mais de 350 mil mortos e obrigou milhões a abandonarem as suas casas.