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Tréguas nas “Guerras das Vieiras”. Governos e pescadores britânicos e franceses chegaram a acordo

GUILLERMO ARIAS/GETTY

Os pescadores franceses ficaram furiosos porque os barcos britânicos estavam a aceder a águas altamente ricas em vieiras, enquanto o Governo de Paris limita o período de pesca para permitir que os stocks sejam renovados. Houve confrontos entre pescadores de ambos os países. Numa declaração conjunta, os Executivos britânico e francês revelaram que “os princípios de um acordo foram alcançados” após “conversas construtivas”

Pescadores britânicos e franceses chegaram esta quarta-feira a um acordo no caso das chamadas “Guerras das Vieiras” sobre a pesca no Canal da Mancha, após confrontos no mar entre barcos rivais. O presidente do comité nacional francês de pesca, Gerard Romiti, disse à agência France Presse (AFP) que, após um dia de negociações em Londres, “os acordos de 2017” foram renovados.

As tensões subiram de tom na semana passada quando cinco embarcações britânicas abordaram dezenas de barcos franceses na Baía do Sena. Imagens de vídeo mostram pescadores de ambos os lados a atropelarem-se. Os confrontos ocorreram a cerca de 12 milhas náuticas da costa da Normandia e foram, segundo a AFP, os mais sérios em anos de disputas por vieiras naquela região.

De acordo com relatos das agências, os pescadores franceses ficaram furiosos porque os barcos britânicos estavam a aceder a águas altamente ricas em vieiras, enquanto o Governo de Paris limita o período de pesca entre outubro e maio para permitir que os stocks sejam renovados.

Numa declaração conjunta, os Executivos britânico e francês disseram que as indústrias de pesca e os Governos de ambos os países mantiveram “conversas construtivas” e que “os princípios de um acordo foram alcançados”. “Isto está sujeito a um pacote de compensações razoáveis, cujos detalhes serão definidos em Paris na sexta-feira. Entretanto, há um acordo voluntário para todos os navios britânicos respeitarem o período de encerramento [estabelecido pelas autoridades francesas] na Baía do Sena”, concluíram.