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Expresso

Internacional

Violação e assassinato de menina de nove anos deixa Índia em estado de choque

Crianças da região indiana da Caxemira ajudam-se mutuamente para evitar um tombo à água quase certo

Danish Ismail / Reuters

Os crimes sexuais contra meninas e mulheres são comuns na Índia. Mas, às vezes, chegam notícias de violações e tortura que param o país, mesmo um país que muitas vezes lê notícias destas. A história desta menina de nove anos, que foi repetidamente violada a mando da sua madrasta pelo seu próprio irmão, antes de ter sido assassinada e mutilada, é um desses momentos

A polícia indiana prendeu esta quarta-feira uma mulher e outras quatro pessoas por suspeitas de violação, mutilação e assassinato de uma menina de nove anos. É um crime cujos detalhes estão a chocar o país, mesmo um país onde as violações não são um acontecimento raro. A cada 15 minutos uma criança é violada na Índia, de acordo com a organização não-governamental Child Rights.

Este caso lembra um outro que aconteceu também em Caxemira onde, no início do ano, uma rapariga de oito anos foi mantida dentro de um templo e repetidamente violada durante uma semana antes de ser assassinada com várias pedradas na cabeça.

O corpo da criança de nove anos foi encontrado esta terça-feira, depois de o seu pai a ter dado como desaparecida há mais de 10 dias, escondido atrás de um arbusto a menos de um quilómetro da casa onde vivia, no distrito de Baramulla, na parte indiana de Caxemira.

A polícia acredita que foi a sua madrasta, uma mulher de 36 anos que alegadamente tinha ciúmes da menina e da mãe da menina, ex-mulher do pai da criança, que incentivou o ataque e levou o corpo para o local onde foi encontrado. Mas a menina terá ficado na floresta durante todo o tempo em que sofreu os abusos, cometidos pelo seu próprio irmão, com 14 anos, e por mais dois adolescentes, um de 14 e outro de 19 anos.

À vez, os três violaram a criança várias vezes. Terá morrido depois de o seu irmão lhe desferir vários golpes na cabeça com um machado, enquanto a sua madrasta a asfixiava. Os pormenores descritos pela polícia são arrepiantes: depois desta violência, os rapazes espalharam ácido no corpo da menina e retiraram-lhe os olhos.

O responsável da polícia local, Imtiyaz Hussain, disse que os adolescentes confessaram o crime, em interrogatórios conduzidos separadamente. “Há provas irrefutáveis de homicídio mas as provas de violação foram destruídas. Mas foi-nos possível encontrar outras formas de provar, em tribunal, que existiu violação”, disse à Al Jazeera. Serão agora enviados para um centro de correção.