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Trump avisa Presidente sírio e aliados russo e iraniano contra “ataque imprudente” na província de Idlib

Alex Wong/Getty Images

“Os russos e os iranianos estarão a cometer um grave erro humanitário ao participar nesta potencial tragédia humana. Centenas de milhares de pessoas podem ser mortas”, alertou o Presidente dos EUA. Bashar al-Assad estará a preparar uma ofensiva gradual para recuperar a província do norte da Síria e as áreas vizinhas, que constituem o último reduto dos rebeldes. Cerca de três milhões de civis vivem na região

O Presidente dos EUA, Donald Trump, alertou esta segunda-feira o seu homólogo sírio, Bashar al-Assad, e os aliados iraniano e russo do regime da Síria contra o que apelidou de “ataque imprudente” na província de Idlib, o último grande bastião dos rebeldes.

“O Presidente Bashar al-Assad da Síria não deve atacar de forma imprudente a província de Idlib. Os russos e os iranianos estarão a cometer um grave erro humanitário ao participar nesta potencial tragédia humana. Centenas de milhares de pessoas podem ser mortas. Não deixem isso acontecer!”, escreveu no Twitter.

Uma fonte revelou à agência Reuters que Assad está a preparar uma ofensiva gradual para recuperar Idlib. A província do norte da Síria e as áreas vizinhas são o último grande enclave controlado por insurgentes que lutam contra Assad numa guerra civil que já dura há sete anos. Cerca de três milhões de civis vivem na região.

Também na segunda-feira, a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, escreveu no Twitter: “Todos os olhos nas ações de Assad, Rússia e Irão em Idlib. #NoChemicalWeapons”.

Ainda no mesmo dia, no início de uma visita a Damasco, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, disse que os “terroristas” que permanecem em Idlib devem ser “removidos”.

“Todo o território sírio tem de ser preservado, todos os grupos devem começar a reconstrução como um coletivo e os deslocados devem regressar às suas famílias. Os terroristas que ainda continuam nalgumas partes de Idlib devem ser removidos e a região deve voltar ao controlo do povo sírio”, defendeu.