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Internacional

Polícia eslovena investiga surgimento de grupo armado de extrema-direita

Borut Pahor, Presidente da Eslovénia

Gallo Images/Getty

Um vídeo revela uma marcha de várias dezenas de homens em uniforme militar e encapuçados, alguns armados com armas de fogo e machados

A polícia eslovena iniciou uma investigação após a divulgação nos media sociais de fotos e vídeos de um grupo de homens armados e encapuçados, liderados por um ex-candidato presidencial de extrema-direita. O Presidente esloveno, Borut Pahor, e Miro Cerar, primeiro-ministro cessante e candidato a ministro dos Negócios Estrangeiros no governo de coligação de cinco partidos liderado pelo populista Marjan Sarec, já manifestaram a sua apreensão.

O vídeo, aparentemente filmado na região de Maribor, nordeste do país, exibe o treino do "Primeiro batalhão da guarda da Estíria".
A Baixa Estíria é uma região histórica do nordeste da Eslovénia, situada no antigo ducado da Estíria, enquanto a Alta Estíria está integrada na vizinha Áustria. As imagens revelam uma marcha de várias dezenas de homens em uniforme militar e encapuçados, alguns armados com armas de fogo e machados, que entram num terreno rodeado de bosques para saudar o seu comandante com a frase "Pela Eslovénia!".

Cerar considerou esta exibição "absolutamente inadmissível" e advertiu que o grupo "incita ao medo e difunde o ódio", enquanto Pahor disse esperar uma reação "dos órgãos competentes, em conformidade com a lei". O líder declarado deste grupo é o chefe do partido extraparlamentar "Eslovénia Unida", o ultranacionalista Andrej Sisko, que em 2017 se apresentou às eleições presidenciais, obtendo 2,2% dos votos.

Em declarações à agência noticiosa eslovena STA, Sisko assegurou na noite de segunda-feira que o grupo integra cerca de 100 membros, alguns armados, e rejeitou tratar-se de um movimento "paramilitar". O objetivo, explicou, consiste em assegurar "a ordem" e a defesa da pátria", o que também implica impedir a entrada no país de imigrantes ilegais.