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Morreu Jalaluddin Haqqani, “guerreiro exemplar” que está “entre as grandes personalidades jiadistas desta era”

Visual News/Getty Images

“Assim como enfrentou grandes dificuldades pela religião de Alá durante a sua juventude, também sofreu de uma longa doença durante os seus últimos anos”, pode ler-se num comunicado, que não adianta, no entanto, quaisquer informações sobre a data ou o local da morte de Haqqani. Os rumores sobre a sua morte circulam há vários anos

O fundador da rede terrorista Haqqani morreu após vários anos de doença. A informação está a ser avançada pela BBC, que cita um comunicado dos talibãs afegãos. Jalaluddin Haqqani era uma figura de relevo no Afeganistão e tinha laços estreitos com os talibãs e com a Al-Qaeda.

“Assim como enfrentou grandes dificuldades pela religião de Alá durante a sua juventude, também sofreu de uma longa doença durante os seus últimos anos”, pode ler-se no comunicado, que não adianta, no entanto, quaisquer informações sobre a data ou o local da morte de Haqqani. Era um “guerreiro exemplar” e conta-se “entre as grandes personalidades jiadistas desta era”, acrescenta.

Os rumores sobre a sua morte circulam há vários anos. Em 2015, fontes próximas do grupo disseram à estação britânica que o líder tinha morrido pelo menos um ano antes — uma informação que nunca foi confirmada. Acredita-se que o seu filho tenha passado a chefiar o grupo em 2001.

De mais-valia da CIA a aliado dos talibãs

Jalaluddin Haqqani era um líder guerrilheiro afegão que lutou contra as tropas soviéticas que ocuparam o Afeganistão na década de 1980. Os EUA já reconheceram que, na altura, Haqqani era um ativo precioso para a CIA. Contudo, viria mais tarde a aliar-se aos talibãs depois de estes assumirem o poder no Afeganistão em 1996.

O grupo, que opera principalmente a partir do Paquistão, tem sido responsabilizado por muitos dos ataques coordenados contra as forças afegãs e da NATO nos últimos anos. Também lhe são atribuídos alguns dos ataques mais letais no Afeganistão, incluindo a explosão de um camião-bomba em Cabul em 2017, que matou mais de 150 pessoas.