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Venezuela. Governo aumenta em 35 vezes o salário mínimo

SOPA Images/Getty

Além do salário, os venezuelanos vão receber mensalmente a quantia de 180 bolívares soberanos (2,57 euros, correspondentes a 10% do salário) em subsídio de alimentação

O governo venezuelano oficializou nesta segunda-feira o aumento de 35 vezes do salário mínimo nacional, que passou de 5,20 bolívares soberanos (0,74 euros) para 1.800 bolívares soberanos (25,70 euros) desde 1 de setembro. O novo salário mínimo dos venezuelanos foi publicado na Gazeta Oficial (equivalente ao Diário da República) n.º 41.472 e "é obrigatório em todo o território" da Venezuela, tanto para trabalhadores públicos, como do setor privado.

Além do salário, os venezuelanos vão receber mensalmente a quantia de 180 bolívares soberanos (2,57 euros, correspondentes a 10% do salário) em subsídio de alimentação. O novo salário tinha sido anunciado em 16 de agosto pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma transmissão televisiva a partir do palácio presidencial de Miraflores. "O salário mínimo ficará [fixado] em meio petro (criptomoeda venezuelana), 1.800 bolívares soberanos", disse.

O aumento do salário faz parte do novo Programa de Recuperação Económica, de Crescimento e Prosperidade que, segundo o chefe de Estado, estará adaptado à realidade venezuelana e poderá reverter os efeitos da guerra económica nacional e internacional.

"O Governo dos Estados Unidos vem fazendo a guerra em distintas modalidades para evitar que a República possa fazer as suas compras internacionais, para conseguir a asfixia internacional", disse Nicolás Maduro, admitindo que os EUA têm conseguido "causar danos".

Como parte das novas medidas, o IVA passará de 12% para 16% e as grandes transações financeiras passarão a pagar entre 0 e 2% de imposto sobre o valor das mesmas. Por outro lado, o Governo venezuelano assumirá, durante 90 dias, o pagamento da diferença do novo salário das indústrias médias e pequenas do país.