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Trump volta a atacar Jeff Sessions e lança farpas a James Comey e a John Kerry

SAUL LOEB/ Getty Images

No Twitter, o Presidente criticou o procurador-geral a propósito das acusações a dois congressitas republicanos

Dois republicanos viram-se em problemas com a justiça e agora foram acusados. O que têm em comum além do partido? Duncan Hunter e Chris Collins foram dos primeiros congressistas a apoiarem Donald Trump na corrida à Casa Branca em 2016. Ambos estão a ser investigados e o caso serviu de motivo para Trump atacar (mais uma vez), esta segunda-feira, o procurador-geral Jeff Sessions.

No Twitter, o Presidente norte-americano acusou Sessions e o Departamento de Justiça de levarem os congressistas para “uma acusação bem publicitada”. “Belo trabalho, Jeff… Os democratas, que nenhum votou no Jeff Sessions, devem adorá-lo agora”, escreveu. Depois, comparou o procurador-geral com James Comey, ex-diretor do FBI, que depois de ser despedido, se tornou num “homem fantástico” aos olhos da oposição.

São conhecidos os ataques de Trump ao procurador-geral, a quem já acusou de deslealdade. Isto apesar de Sessions ser um dos seus mais antigos aliados políticos. A animosidade começou quando Sessions se demarcou da investigação conduzida por um seu subordinado, Robert Mueller, ao alegado conluio entre a equipa da campanha de Trump e russos com ligações ao Kremlin.

Sessions disse que não iria estar envolvido nessa pasta precisamente por ser conhecida a sua proximidade com o Presidente e Trump não gostou que Sessions se tivesse afastado de uma investigação que neste momento ensombra a sua presidência; em vez de a tentar acelerar ou mesmo fechar. Se Sessions sair, é possível que Trump garanta que o próximo procurador assuma a investigação e determine aquilo que, da informação já reunida, é partilhado com o Senado e com o público.

No caso em concreto a que Trump agora se refere estão em causa dois congressitas: Duncan Hunter e Chris Collins. Ambos foram acusados nas últimas semanas, embora sem qualquer ligação entre as acusações.

Na sequência de tweets publicados esta segunda-feira à noite, Trump ainda atirou na direção de John Kerry, ex-secretário de Estado e senador democrata, que não excluiu a possibilidade de entrar na próxima corrida à presidência. Uma ideia que parece ser do agrado do atual Presidente, que não acredita que Kerry lhe possa roubar o lugar na Casa Branca.