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Síria. Os “terroristas” que permanecem em Idlib devem ser “removidos”, defende MNE iraniano

Combatentes rebeldes em Idlib, no noroeste da Síria

ZEIN AL RIFAI/AFP/Getty Images

O ministro Mohammad Javad Zarif, cujo Governo tem apoiado o Presidente sírio na guerra civil que já dura há mais de sete anos, iniciou esta segunda-feira uma visita a Damasco. Está iminente uma batalha pela província de Idlib, o último grande reduto da oposição. No domingo, o MNE francês afirmou que Assad venceu a guerra no seu país mas não “ganhará a paz” enquanto não houver uma solução política mediada pela comunidade internacional

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, disse esta segunda-feira que os “terroristas” que permanecem na província de Idlib, no noroeste da Síria, devem ser “removidos”. A declaração, citada pela agência Fars News, foi feita no início de uma visita do governante a Damasco.

“Todo o território sírio tem de ser preservado, todos os grupos devem começar a reconstrução como um coletivo e os deslocados devem regressar às suas famílias. Os terroristas que ainda continuam nalgumas partes de Idlib devem ser removidos e a região deve voltar ao controlo do povo sírio”, defendeu o ministro iraniano, cujo Governo tem apoiado o Presidente sírio Bashar al-Assad na guerra civil que já dura há mais de sete anos.

No domingo, o seu homólogo francês afirmou que Assad venceu a guerra no seu país mas não “ganhará a paz” enquanto não houver uma solução política mediada pela comunidade internacional. O ministro Jean-Yves Le Drian ameaçou ainda o Presidente sírio com retaliação de países do Ocidente caso ceda à “tentação” de usar armas químicas na iminente batalha pela província de Idlib, o último grande reduto da oposição.

Em declarações à rádio France Inter, o governante defendeu ainda que, mesmo que as forças de Assad ganhem Idlib, isso não resolverá os problemas que desencadearam a guerra. Mais de 350 mil pessoas morreram e milhões foram obrigadas a deixar as suas casas desde o início da guerra civil na Síria em 2011.