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Internacional

Israel admite ataque a armamento iraniano no Iraque: “Vamos enfrentar qualquer ameaça”

JALAA MAREY/GETTY IMAGES

O Irão transferiu nos últimos tempos mísseis balísticos de curto alcance para aliados xiitas em território iraquiano, segundo a “Reuters”, que cita fontes iranianas, iraquianas e ocidentais. “Vamos enfrentar qualquer ameaça iraniana e não importa de onde vem”

O ministro da Defesa israelita afirmou esta segunda-feira que Israel vai responder a “qualquer ameaça” e “provocação” do Irão, conta o “Telegraph”. A subida de tensão acontece depois de ter sido reportado pela Reuters que, nos últimos meses, Teerão tem transferido mísseis para uma zona próxima do território israelita.

“Estamos a monitorizar tudo o que está a acontecer na Síria e, quanto às ameaças iranianas, não estamos limitados ao território sírio”, disse Avigdor Lieberman, numa alusão ao que se passa no Iraque. “Vamos enfrentar qualquer ameaça iraniana e não importa de onde vem.”

Segundo a "Reuters", citando fontes iranianas, iraquianas e ocidentais, o Irão transferiu nos últimos tempos mísseis balísticos de curto alcance para aliados xiitas em território iraquiano. Teerão e Bagdade desmentiram a notícia. Uma fonte ocidental disse ao “Telegraph” que há sinais de que “o Irão está a transformar o Iraque na sua base de mísseis”.

A guerra na sombra na Síria entre Israel e Irão ganhou outra dimensão no início de maio, quando os israelitas atacaram alvos militares iranianos na Síria, alegando que na véspera o Irão havia disparado 20 morteiros sobre os Montes Golã. Este agudizar de relações surgiu no seguimento de Donald Trump romper o acordo nuclear com o Irão.

Na altura, Avigdor Lieberman ameaçou com “tempestades” em resposta à “chuva” do Irão, numa metáfora sobre dimensão de ataques. Os iranianos disseram na altura que uma guerra na região mudaria o mundo.

No dia 10 de maio, o presidente da Comissão Política Externa e Segurança Nacional do parlamento iraniano estava em Lisboa, revelando que começara ali “um jogo perigoso”. Alaeddin Boroujerdi disse que a ofensiva israelita servia apenas como “manobra de diversão” para “desviar a opinião pública da atitude do presidente norte-americano por ter saído do acordo nuclear”.