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Internacional

Duterte qualifica Hitler de “louco” no museu do Holocausto em Jerusalém

GALI TIBBON/Getty

Presidente das Filipinas falou de modo calmo e respeitoso durante a visita ao Yad Vashem, declarando que o Holocausto não deve repetir-se e que os “tiranos” não têm lugar no mundo moderno

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, que há dois anos se comparou a Hitler, qualificou nesta segunda-feira o líder nazi de "louco" e lamentou o genocídio de cerca de seis milhões de judeus, ao visitar o museu do Holocausto, em Jerusalém. Em 2016, ano em que subiu ao poder, Duterte declarou: "Hitler abateu três milhões de judeus, bem, há três milhões de viciados em drogas (nas Filipinas), eu ficaria feliz em abatê-los". Mais tarde desculpou-se.

Conhecido pelas suas declarações descomedidas e acusado de abuso de direitos humanos, o presidente das Filipinas falou de modo calmo e respeitoso durante a visita ao Yad Vashem, declarando que o Holocausto não deve repetir-se e que os "tiranos" não têm lugar no mundo moderno. "Não consigo imaginar um país a obedecer a um líder louco", disse Duterte, defendendo que "os tiranos e líderes que mostram insanidade devem ser afastados na primeira oportunidade".

Dados oficiais indicam que o número de suspeitos mortos em ações policiais antidroga nas Filipinas é de 4.500 desde que Duterte tomou posse, mas organizações internacionais de direitos humanos referem números muito maiores. Duterte nega ter permitido execuções extrajudiciais, mas ameaçou de morte abertamente os traficantes.

O Presidente filipino chegou no domingo a Israel para uma visita de quatro dias, a primeira de um chefe de Estado das Filipinas desde o estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países, há 60 anos. Rodrigo Duterte foi recebido pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e os dois líderes assistiram à assinatura de três acordos, a nível do comércio, ciência e assistência.