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Crise na Venezuela: ninguém quer ficar em Roraima

Refugiados. Nos últimos dois anos, 1,5 milhões de venezuelanos deixaram o país. A fronteira de Pacaraima é uma das portas de entrada no Brasil, país onde estão mais de 60 mil

Gustavo Basso, em Roraima (texto e fotos)

Muitos dos venezuelanos que fugiram da onda de violência em Boa Vista estão a dormir numa zona para camiões junto à fronteira.

Muitos dos venezuelanos que fugiram da onda de violência em Boa Vista estão a dormir numa zona para camiões junto à fronteira.

Eram 4h da manhã, o céu ainda estava escuro. Os 187 venezuelanos reuniram-se no pátio do abrigo do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em Boa Vista, capital de Roraima, o menos povoado dos 27 estados brasileiros. Prepararam os filhos que tinham acordado a meio do sono para começar aquela que sonhavam ser a última jornada de uma migração dolorosa e cheia de privações. Enquanto alguns faziam selfies para registar o momento, Franklim Armada, 30 anos, antevia o voo que os iria levar rumo a outras cidades como Manaus, João Pessoa e São Paulo: “Estou muito animado, com esperança de encontrar um trabalho em Manaus”.

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