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Internacional

UE reitera apelo a solução política no Iémen após “mais um dia terrível”

EPA

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou na quinta-feira à realização de um inquérito “rápido e independente” à morte das 29 crianças

A União Europeia reiterou esta sexta-feira o seu apelo a uma "solução política" para o Iémen, depois de "mais um dia terrível" no conflito, com um ataque aéreo na quinta-feira que provocou dezenas de mortos, na sua maioria crianças.

"Ontem (quinta-feira) foi mais um dia terrível no Iémen. Um ataque aéreo, que visava alvos militares, atingiu um autocarro numa zona densamente povoada de Saada, deixando muitos mortos e feridos, sobretudo crianças. Mais cedo, outro míssil balístico que visava o porto saudita de Jizam deixou um iemenita morto e vários feridos", aponta um comunicado do serviço de porta-vozes da Alta-Representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, hoje divulgado em Bruxelas.

De acordo com o corpo diplomático da UE, "estes trágicos incidentes lembram ao mundo, mais uma vez, que não há solução militar num conflito em que é o povo iemenita quem mais está a pagar".

"A UE reitera, mais uma vez, o seu apelo com vista a uma solução política e um compromisso urgente de todas as partes no sentido de serem retomadas as negociações sob a liderança do enviado especial da ONU, Martin Griffiths", conclui o Serviço Europeu de Ação Externa, sublinhando uma vez mais que está ao lado do enviado especial das Nações Unidas "nos seus esforços para retomar o processo de paz" na região.

Pelo menos 29 crianças foram mortas durante um ataque que atingiu o seu autocarro, quando circulava num mercado, anunciou o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), com a coligação liderada pelos sauditas a garantir que tinha feito uma operação militar "legítima" neste sector rebelde.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou na quinta-feira à realização de um inquérito "rápido e independente" à morte das 29 crianças, e exortou todas as partes a esforçarem-se "em poupar os civis (...) durante a realização de operações militares", indicou, em comunicado um porta-voz das Nações Unidas, Farhan Haq.

A guerra do Iémen já fez mais de 10 mil mortos depois do início da intervenção da coligação, em março de 2015, e provocou "a pior crise humanitária do mundo", segundo a ONU.