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Protestos voltam aos campos de futebol norte-americanos. A reação de Trump: “Lá estão eles outra vez”

Rey Del Rio/Getty

Utilização do hino nacional para os protestos volta a causar polémica

Vários jogadores de futebol norte-americano voltaram aos protestos contra a discriminação racial e o tratamento das minorias nos Estados Unidos. Esta quinta-feira, em Filadélfia, os defesas dos Eagles Malcolm Jenkins e De'Vante Bausby levantaram o braço com o punho fechado durante o hino nacional e um outro defesa da equipa, Chris Long, colocou o braço por cima do ombro de Jenkins, que tinha posto um fim aos seus protestos em dezembro passado mas decidiu agora voltar à luta nos jogos da pré-época.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, voltou também a reagir a quente, como já tinha feito em 2016, quando o defesa dos San Francisco 49ers, Colin Kaepernick, se ajoelhou durante o hino, em protesto contra a discriminação racial e o tratamento dos cidadãos de cor por parte das forças policiais. A 24 de setembro, mais de 200 jogadores sentaram-se ou ajoelharam-se durante o hino em protesto contra as declarações de Trump sobre os próprios protestos. Na altura, Trump disse que todos os jogadores “pouco patriotas” deviam ser despedidos. Desta vez, a mensagem, também publicada no Twitter, não foi muito diferente.

“Lá estão outra vez os jogadores da NFL com isto - ajoelham-se quando deviam estar orgulhosamente de pé durante o nosso Hino Nacional. Vários jogadores quiseram demonstrar repulsa em relação a algo que nem os próprios conseguem definir. Eles ganham uma fortuna a fazer o que fazem”, escreveu Trump no Twitter, dizendo ainda que quem não estiver erguido durante o hino merece ser suspenso sem pagamento.

Em Jacksonville, quatro jogadores do Jaguars permaneceram no balneário durante o hino e os responsáveis da equipa disseram depois aos jornalistas que cabe a cada jogador explicar as suas razões para os protestos e que não haveria interferência da administração.

"Acho importante que utilizemos esta plataforma da melhor forma possível porque, por alguma razão, este protesto foi descrito de uma forma negativa e os jogadores às vezes veem-se numa situação de terem de se defender por estarem a lutar pelo cidadão comum norte-americano, quando é muito claro que estamos a fazer o que é correto”, disse Michael Bennett, dos Steelers, que entrou em campo já a meio do hino, em protesto.

"Como um homem negro neste mundo, tenho a obrigação de chamar à atenção para certas questões. Se não queremos viver em união, então vamos ter uma situação como aquela que se vive agora na América”, disse um outro jogador que levantou o braço em protesto, Robert Quinn, dos Dolphins, de Miami.