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Internacional

Ações dos EUA contra bancos russos serão “declaração de guerra económica”, diz PM russo

EPA/EKATERINA SHTUKINA

Dmitry Medvedev afirmou que “será preciso reagir a essa guerra economicamente, politicamente ou, se necessário, por outros meios”. E acrescentou: “os nossos amigos americanos precisam de perceber isso”. Na semana passada, senadores republicanos e democratas propuseram restrições às operações de vários bancos estatais russos nos EUA e ao uso do dólar. Contudo, não é certo que a medida seja aprovada na totalidade

Qualquer ação dos EUA para conter as operações de bancos russos ou as suas transações com moeda estrangeira será interpretada por Moscovo como uma declaração de guerra comercial. A garantia foi dada esta sexta-feira pelo primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, que prometeu adotar medidas económicas, políticas e outras medidas de retaliação caso isso aconteça.

Na quarta-feira, a administração Trump anunciou uma série de novas sanções por causa da tentativa de envenenamento de um antigo agente duplo russo e da sua filha no Reino Unido. O Kremlin, que repetidamente tem negado responsabilidade pelo ataque, pede uma investigação transparente e defende que a razão invocada para as novas sanções “draconianas” é “inverosímil”.

Na semana passada, senadores republicanos e democratas propuseram restrições às operações de vários bancos estatais russos nos Estados Unidos e ao uso do dólar. “Não gostaria de comentar as conversações sobre sanções futuras mas posso dizer uma coisa: se alguma proibição sobre operações bancárias ou sobre o uso de uma ou outra moeda avançar, será possível considerar isso claramente como uma declaração de guerra económica”, disse o primeiro-ministro russo.

“E será preciso reagir a essa guerra economicamente, politicamente ou, se necessário, por outros meios. E os nossos amigos americanos precisam de perceber isso”, acrescentou Medvedev. No entanto, ainda não é claro o destino da proposta bipartidária, uma vez que o Congresso americano só volta a reunir-se em setembro e, mesmo assim, assessores do órgão legislativo fizeram saber que não acreditavam que a proposta fosse aprovada na totalidade.