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Internacional

Número de mortos de furacão em Porto Rico passa um ano depois de 64 para 1427: Governo admite que talvez se tenha enganado

RICARDO ARDUENGO/GETTY IMAGES

Muitas das vítimas do furacão Maria terão morrido por falta de cuidados médicos e acesso a tratamento nos hospitais

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

É um balanço tardio e significativamente diferente do anterior, divulgado em setembro do ano passado, quando o furacão Maria devastou Porto Rico. Em vez de 64 vítimas mortais, conforme tinha sido divulgado, o furação resultou na morte de 1.427 pessoas, lê-se no relatório que o Governo porto-riquenho fez chegar esta quinta-feira ao Congresso dos Estados Unidos.

Vários especialistas já tinham antecipado que o furacão teria causado muito mais mortes do que as anunciadas na altura, mas o Governo de Porto Rico continuou a dar como certo os números anteriores. Agora, admite que talvez estivesse enganado.

Um porta-voz do Governo, citado pela “BBC”, considerou o mais recente balanço “realista” mas referiu que o número de mortes ainda não foi oficialmente alterado, uma vez que continuam a aguardar os resultados de estudo sobre o impacto do furação encomendado à Universidade George Washington, em Washington D.C. “Não queremos fazer destes novos números notícia enquanto não tivermos acesso a esse estudo e aos números exatos”.

Muitas das vítimas do furacão Maria terão morrido por falta de cuidados médicos e acesso a tratamento nos hospitais. O colapso no abastecimento de eletricidade contribuiu para o aumento das mortes por diabetes e sépsis (uma infeção grave do organismo causada por agentes patogénicos, desde bactérias, vírus e fungos). O furacão também provocou grandes inundações, cortando a circulação em muitas vias de comunicação e deixando as estradas intransitáveis.

Do relatório enviado ao Congresso norte-americano consta também um plano de reconstrução orçamentado em 139 mil milhões de dólares (120 mil milhões de euros).