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Internacional

Iémen. Dezenas de mortos e feridos em ataque a autocarro escolar

Um hospital apoiado pela Cruz Vermelha no Iémen diz ter recebido esta manhã dezenas de menores feridos no ataque para receberem assistência. A maioria das vítimas tem menos de 10 anos

Pelo menos 43 pessoas morreram – a maioria crianças – e 63 ficaram feridas esta quinta-feira durante um ataque aéreo que atingiu um autocarro escolar no Iémen. A notícia foi avançada esta manhã pela Cruz Vermelha local na sua conta do Twitter.

Segundo a mesma fonte, o ataque ocorreu junto ao mercado de Dahyan, no norte na província de Saada, no preciso momento em que passava um autocarro que transportava crianças e jovens até aos 15 anos para atividades de verão. A maioria das vítimas tem menos de 10 anos, refere um responsável pela Cruz Vermelha local, citado pela “Al-Jazeera”.

Um hospital local apoiado pela organização diz ter recebido esta manhã dezenas de menores feridos no ataque para receberem assistência.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha já condenou o ataque, salientando que “a lei humanitária internacional prevê que os civis têm de ser protegidos durante o conflito”.

Desconhece-se ainda a autoria do ataque, mas de acordo com a Al Masirah, uma rede de televisão pró-houthis, as crianças foram vítimas de um ataque aéreo realizado pela coligação militar da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, apoiada pelos Estados Unidos.

Esta estação de TV avança ainda que pelo menos 39 pessoas morreram e 51 ficaram feridas durante este ataque.

Pelo menos 10 mil pessoas morreram vítimas de violência no Iémen, desde que a coligação liderada pela Arábia Saúdita iniciou a campanha militar contra os rebeldes houthis há três anos. Em guerra desde 2014, o Iémen enfrenta a pior crise humanitária no mundo, como alertou o secretário-geral da ONU, sublinhando que quase 8,5 milhões de pessoas enfrentam risco de fome e mais de 22 milhões de pessoas necessitam de assistência.

Só em junho, a coligação liderada pela Arábia Saudita realizou 258 ataques aéeos no Iémen, cerca de um terço em zonas residenciais, segundo os dados do Yemen Data Project.

(Notícia atualizada às 15h48)