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Internacional

Caso Skripal. Rússia classifica novas sanções dos EUA como “draconianas”

GEOFF CADDICK/AFP/Getty Images

Na quarta-feira, a administração Trump anunciou uma série de novas sanções por causa da tentativa de envenenamento de um antigo agente duplo russo e da sua filha no Reino Unido. O Kremlin, que repetidamente tem negado responsabilidade pelo ataque, pede uma investigação transparente e defende que a razão invocada para as novas sanções é “inverosímil”

A embaixada russa nos EUA considerou esta quinta-feira as novas sanções norte-americanas “draconianas”, classificando ainda como “inverosímil” a razão invocada para a sua aplicação, ou seja, a suspeita de que a Rússia envenenou um antigo espião e a sua filha.

Na quarta-feira, a administração do Presidente Donald Trump anunciou uma série de novas sanções por causa da tentativa de envenenamento, em março, de Sergei Skipral, um ex-agente duplo russo que procurou refúgio no Reino Unido, e da sua filha Yulia. Os EUA acreditam que os russos estiveram diretamente envolvidos na produção e utilização danosa do poderoso agente químico Novichok, que pode, em poucos minutos de contacto com a pele, tornar-se letal provocando a falência de vários órgãos. Pai e filha acabaram por sobreviver mas estiveram nos cuidados intensivos várias semanas.

A Rússia, que repetidamente tem negado responsabilidade pelo ataque, fez saber através da sua embaixada em Washington que as conclusões dos EUA não eram apoiadas por provas. “O nosso subchefe foi informado de novas sanções ‘draconianas’ contra a Rússia por acusações inverosímeis de utilização do agente nervoso Novichok contra um cidadão britânico”, revelou a embaixada em comunicado. “Já nos habituámos a não ouvir qualquer facto ou evidência [sobre o caso]”, acrescentou, lembrando que Moscovo continua a defender uma investigação aberta e transparente sobre o envenenamento.

Países europeus e os EUA expulsaram uma centena de diplomatas russos na sequência do ataque, no que a agência de notícias Reuters descreve como a ação mais vigorosa de Trump contra a Rússia desde que tomou posse.