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Espanha é o país que recebe mais migrantes do Mediterrâneo

ARIS MESSINIS/AFP/Getty Images

Até 5 de agosto, tinham desembarcado na costa espanhola quase 24 mil migrantes vindos por via marítima, segundo dados da OIM. No total, foram mais de 59 mil os migrantes e refugiados que entraram na Europa através do Mediterrâneo. Em relação aos dados de 2017, as chegadas à costa italiana caíram mais de 80%

Espanha lidera este ano a lista de países de chegada de migrantes através do Mar Mediterrâneo, com pouco mais de 40% do total. Até 5 de agosto, tinham desembarcado na costa espanhola quase 24 mil migrantes vindos por via marítima, o que representa quase o triplo do número registado em igual período do ano passado. Os dados são da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e constam de um relatório divulgado esta terça-feira.

No total, foram mais de 59 mil os migrantes e refugiados que entraram na Europa através do mar, em comparação com os mais de 117 mil no ano passado e os mais de 263 mil em 2016 nesta mesma altura do ano.

Chegadas a Itália caíram mais de 80%

Segundo a agência das Nações Unidas para as migrações, as autoridades italianas informam que receberam menos de um terço de todas as chegadas irregulares por mar (cerca de 32%). Há apenas duas semanas, a diferença entre Itália e Espanha era de pouco menos de 200 pessoas, um indicador da rapidez com que a rota espanhola subiu. Em relação aos dados de 2017, as chegadas à costa italiana caíram mais de 80%.

A Grécia continua a receber cerca de 28% dos migrantes do Mediterrâneo, um valor que se tem mantido estável ao longo do ano, mas que representa um aumento de quase 50% em relação ao ano passado.

Mais de 1500 mortos nos primeiros oito meses de 2018

A OIM contabiliza mais de 1500 homens, mulheres e crianças mortos ao tentarem atravessar o Mediterrâneo nos primeiros oito meses do ano. Apesar de este número assinalar um decréscimo, as passagens através do mar continuam a ser as mais mortíferas do mundo, refere a agência.

A Líbia contabiliza este ano quase três quartos de todas as mortes na passagem marítima, apesar de representar menos de um terço de todas as chegadas ao continente europeu.