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Caças espanhóis deixam de patrulhar o Báltico depois de disparo acidental de míssil

aviation-images.com/Getty Images

Manobras militares vão estar suspensas até serem apuradas as circunstâncias em que se deu o disparo acidental de um míssil por um caça espanhol na Estónia. Primeiro-ministro estónio pede investigação rápida

Os caças espanhóis responsáveis por patrulhar os países do Báltico interromperam a sua missão até que sejam esclarecidas as circunstâncias em que se deu o disparo acidental de um míssil na Estónia por um desses aviões, diz o “El País”, citando fontes da Força Aérea espanhola.

Esta terça-feira, um Eurofighter espanhol disparou por engano um míssil norte-americano enquanto efetuava manobras militares na Estónia, a cerca de 100 quilómetros da fronteira com a Rússia. Nos exercícios participavam também caças franceses. Os aviões dos dois países regressaram à base de Siauliai, na Lituânia, após o incidente, de que não resultaram feridos nem outro tipo de danos.

Fontes militares citadas também pelo “El País” apontam para que se tenha tratado de um “erro humano”, uma vez que não foram reportados problemas técnicos. Um erro ainda assim invulgar, sobretudo para um piloto com experiência, como era o caso, até porque para disparar um míssil não basta carregar num botão, sendo necessário cumprir vários procedimentos, esclareceram as mesmas fontes.

Segundo as Forças Armadas estónias, o míssil disparado, com 25 kg de carga explosiva e um alcance de 100 quilómetros, teria uma mecanismo que assegura a sua destruição no ar. Ainda assim não foi descartada a possibilidade de ter caído em terra, tendo as autoridades da Estónia, por isso, iniciado uma operação de busca.

O primeiro-ministro estónio, Juri Ratas, afirmou ter transmitido a sua “preocupação” face ao sucedido ao secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, a quem terá também pedido um “rápido esclarecimento” das circunstâncias em que ocorreu o disparo. “A missão da NATO [de controlo do espaço aéreo dos países do Báltico] contribui de forma importante na segurança da Estónia e de toda a aliança”, disse ainda Juri Ratas.