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Secretário do Comércio dos Estados Unidos “desviou ou roubou” milhões dos seus sócios

Chip Somodevilla/Getty

Wilbur Ross, secretário do Comércio dos Estados Unidos, pode ter ficado com mais de 120 milhões de dólares, cerca de 108 milhões de euros, que na verdade pertenciam aos seus sócios empresariais. A revista "Forbes" falou com 21 pessoas que acusam Ross de "desviar ou roubar diretamente alguns milhões aqui e ali, enormes quantias para a maioria, mas não necessariamente para o atual secretário do Comércio"

O secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, "desviou ou roubou diretamente" os seus sócios empresariais em 120 milhões de dólares, segundo uma reportagem publicada esta terça-feira na revista Forbes, baseada em 21 testemunhos.

"Se metade das acusações forem legítimas, o atual secretário do Comércio poderá estar entre os maiores golpistas da história do seu país", revela a Forbes, que estima a fortuna de Ross em cerca de 700 milhões de dólares.

O autor do artigo, Dan Alexander, apontou os depoimentos das pessoas que trabalharam com o atual secretário do Comércio, que o retratam como "um homem obcecado pelo dinheiro e desconetado dos factos" e com um padrão de comportamento.

Muitos deles acusam-no de "desviar ou roubar diretamente alguns milhões aqui e ali, enormes quantias para a maioria, mas não necessariamente para o atual secretário do Comércio", quantias que, no total, ascendem a mais 120 milhões, cerca de 108 milhões de euros.

Ross disse à revista que o caso "não tem fundamento", sublinhando também que a Comissão de Mercado de Valores (SEC) nunca tomou medidas legais contra si. No entanto, o artigo da Forbes também menciona uma multa de 2,3 milhões que o regulador impôs à empresa, em 2016, por, supostamente, "defraudar e enganar" os investidores.

Além disso, quando a SEC impôs essa multa, a comissão também revelou que a empresa de Ross havia embolsado 11,9 milhões de dólares que supostamente havia retirado dos seus investidores - acrescidos de juros - enquanto administrava a empresa.

A Forbes cita ainda uma queixa no tribunal apresentada em 2005 por um antigo vice-presidente da WL Ross, na qual este solicitava 20 milhões por, supostamente, o empresário tentar ficar com os lucros, embora ambos tenham chegado a um acordo confidencial, que outros ex-funcionários dizem ter ascendido a 10 milhões de euros.