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Internacional

Fonte secreta confirma ao New York Times: foi Israel quem matou cientista sírio no sábado

Aziz Asbar trabalhava em tecnologia de mísseis de precisão, uma área que preocupa especialmente Israel

Luís M. Faria

Jornalista

Um membro de uma agência de espionagem no Médio Oriente disse ao diário New York Times que foi Israel quem assassinou o cientista sírio Aziz Asbar no passado sábado. A acusação já tinha sido feita pelo Hezbolá, entre outros grupos, mas agora parece ter sido confirmada.

Asbar, o maior especialista em tecnologia aeroespecial do país, estaria envolvido na reconstrução de uma unidade secreta de produção de armas destruída por Israel num ataque aéreo em 2017. Também colaborava com o Irão na transformação de velhos rockets em mísseis de precisão, uma ameaça que preocupa especialmente o estado judaico.

O Irão e a Síria são há muito aliados e a guerra civil neste último país forneceu uma oportunidade para os iranianos assumirem um peso militar importante no país. Israel tem dito que não aceita a presença do Irão, ainda que longe da sua fronteira, e de vez em quando efetua bombardeamentos estratégicos.

Asbar fora já alvo de duas tentativas de assassinato e tinha uma escolta permanente, que também morreu devido à bomba que destruiu o carro onde ele seguia. É o quarto assassinato de cientistas estrangeiros por Israel nos últimos anos.

Por regra, Telavive não comenta. Desta vez, porém, o ministro da Defesa israelita Avigdor Liberman disse a um canal de televisão: "Todos os dias há no Médio Oriente centenas de explosões e ajustes de contas. De cada vez, tentam pôr a culpa em nós. Portanto não levamos isto demasiado a sério".