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Braço direito de ex-diretor de campanha de Trump diz que ajudou a falsificar declarações e a esconder contas

Rick Gates em fevereiro, quando se declarou culpado e aceitou um acordo de cooperação

Mark Wilson/Getty Images

Rick Gates, que se declarou culpado e aceitou cooperar em troca de uma pena mais leve, foi ouvido no quinto dia do julgamento do antigo diretor de campanha Paul Manafort. O ex-sócio afirmou ter conhecimento de que Manafort atuava como um agente estrangeiro não registado em operações de lobbying em favor da Ucrânia. A defesa de Manafort devolve as culpas a Gates, que acusa de desviar milhões de dólares do seu cliente

Ao quinto dia de julgamento do antigo diretor de campanha de Donald Trump, Paul Manafort, o ex-sócio de longa data Rick Gates disse esta segunda-feira que ajudou Manafort a entregar declarações de impostos falsas e a esconder as suas contas bancárias no estrangeiro.

Gates, que tem sido descrito como o braço direito de Manafort, é a principal testemunha da acusação contra o ex-diretor de campanha. Em fevereiro, Gates, que também trabalhou na campanha do atual Presidente dos EUA, declarou-se culpado e aceitou um acordo de cooperação em troca de uma pena mais reduzida.

O antigo sócio disse estar ciente de que Manafort atuava como um agente estrangeiro não registado em operações de lobbying em favor da Ucrânia. A defesa de Manafort devolve as culpas a Gates, que acusa de desviar milhões de dólares do seu cliente.

Além de ajudar Manafort nos seus alegados crimes, Gates confessou ao júri que não tinha declarado os rendimentos que fazia circular através das suas contas no Reino Unido e que roubou várias centenas de milhares de dólares de Manafort arquivando relatórios de despesas falsas e inflacionadas.

Manafort “mentiu” e colocou-se “acima da lei”

No primeiro dia de julgamento, Manafort foi acusado de “mentir” e de se colocar “acima da lei”. O ex-consultor político terá tentado esconder dezenas de milhões de dólares em 30 contas bancárias em três países diferentes.

Manafort declarou-se inocente das 18 acusações de fraude bancária e fiscal e arrisca uma pena de até 30 anos de prisão se for considerado culpado. As acusações precedem a sua curta passagem pela campanha de Trump, tratando-se do primeiro caso a ir a julgamento no âmbito da investigação à alegada interferência russa nas eleições americanas de 2016.