Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Trump admite que reunião do filho com advogada russa foi para “obter informações sobre um adversário”

Mark Wilson/Getty Images

Em julho de 2017, Trump afirmara que a reunião tinha servido sobretudo para discutir a adoção de crianças russas. O encontro está a ser investigado para se tentar apurar se a campanha presidencial de Trump conspirou com os russos para minar a campanha da sua adversária, Hillary Clinton

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse este domingo que a reunião de junho de 2016 na Trump Tower, em Nova Iorque, entre os principais assessores da sua campanha e uma advogada ligada ao Kremlin foi planeada para “obter informações sobre um adversário”. Segundo o jornal “The New York Times”, trata-se do reconhecimento mais categórico de que a declaração que fez no ano passado a propósito do encontro foi enganosa.

Em julho de 2017, Trump afirmou que a reunião tinha servido sobretudo para discutir a adoção de crianças russas. Na manhã deste domingo, o Presidente norte-americano tentou defender o encontro e o papel que o seu filho Donald Trump Jr. desempenhou na organização do evento.

“Relatos de notícias falsas, uma fabricação total, de que eu estou preocupado com o encontro que o meu maravilhoso filho Donald teve na Trump Tower. Foi um encontro para obter informações sobre um adversário, totalmente legal e feito sempre em política – e não deu em nada. Eu não sabia disso!”, escreveu Trump no Twitter.

No tweet, o Presidente dos EUA rejeita uma reportagem do jornal “The Washington Post”, segundo a qual Trump estaria preocupado com a exposição legal do filho. Mas ao mesmo tempo que disse tratar-se de um encontro legal, também se distanciou dele, voltando a sublinhar que não sabia nada sobre o assunto na altura.

Apesar de Trump se referir à reunião como rotina política, o encontro está a ser investigado pelo conselheiro especial Robert Mueller para se tentar apurar se a campanha presidencial de Trump conspirou com os russos para minar a campanha da sua adversária, Hillary Clinton.

É ilegal uma campanha norte-americana aceitar ajuda de um indivíduo ou Governo estrangeiro. E mesmo afirmando o Presidente e o seu filho que a campanha não recebeu qualquer material prejudicial a Clinton como resultado da reunião, alguns especialistas legais garantem que o simples facto de estar presente no encontro representa uma violação da lei, acrescenta o NYT.

Na semana passada, Trump pediu o fim imediato das investigações ao alegado conluio da sua campanha com pessoas próximas do Kremlin. “É uma situação terrível e o procurador-geral, Jeff Sessions, deveria pôr um fim a esta caça às bruxas agora mesmo, antes que continue a manchar ainda mais o nosso país. Bob Mueller está completamente equivocado e os seus 17 democratas raivosos estão a fazer o seu trabalho sujo – uma vergonha para os EUA!”, escreveu.