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Supremo Tribunal espanhol poderá investigar mestrado do líder do PP

PAU BARRENA/GETTY

Pablo Casado é suspeito de ter sido favorecido no mestrado em Direito Local, não tendo frequentado as aulas, nem realizado os trabalhos e exames necessários para obter o diploma

A juíza do Tribunal de Instrução Criminal de Madrid, Carmen Rodríguez-Medel, decidiu esta segunda-feira enviar para o Supremo Tribunal o caso do mestrado do líder do PP. A magistrada considerou que existem “indícios racionais de criminalidade” na obtenção da graduação de Pablo Casado, refere o diário “El Mundo”.

O dirigente dos conservadores espanhóis – que foi eleito do passado dia 21 de junho – é suspeito de ter sido favorecido no mestrado em Direito Local, não tendo frequentado as aulas, nem realizado os trabalhos e exames necessários para obter o diploma. Em causa estão os eventuais crimes de prevaricação administrativa e suborno entre 2008 e 2009.

“Pablo Casado pode ter sido favorecido com este presente académico devido à sua relevância política e institucional”, pode ler-se no auto da juíza.

O caso do líder do PP não será o único. Segundo a magistrada, o diretor do Instituto de Direito Público da Universidade Rey Juan Carlos (URJC) terá favorecido alunos com posição relevante no sector político ou com quem mantinha relações de amizade.

Pablo Casado alega que obteve equivalência na maioria das cadeiras, contudo, não foram encontrados os registos dos trabalhos realizados no âmbito do mestrado.

O secretário-geral do PP já saiu em defesa de Casado, afirmando que o presidente do partido é uma “pessoa rigorosa, trabalhadora e honesta”. O dirigente popular garantiu, por sua vez, que exercerá uma oposição “firme, leal e responsável” face ao partido do Governo.

Já o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu que cabe ao líder do PP dar explicações aos cidadãos sobre o caso, recusando-se a comentar o processo judicial.