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Mais um livro contra Trump. Ex-diretora de comunicações fala do “claro declínio mental” do Presidente dos EUA

Tasos Katopodis/Getty Images

Omarosa Manigault-Newman foi uma das diretoras de comunicação da Casa Branca mas agora virou-se contra o seu ex-patrão, Donald Trump, ao assinar um livro em que diz que o Presidente dos Estados Unidos está claramento a sofrer um declínio das suas capacidades mentais e que jamais voltaria a votar nele

Omarosa Manigault-Newman, ex-diretora de comunicação do Departamento de Relações com o Público de Donald Trump e uma das concorrentes do reality show to atual Presidente, “O Aprendiz”, lançou um livro cujo título é também um adjetivo que alguns dos críticos de Trump por vezes utilizam para descrever o seu comportamento. “Unhinged” ou “sem freio”, é o nome do novo livro de Manigault-Newman, de 44 anos, e promete desvendar detalhes do dia-a-dia do Presidente - e não do tipo laudatório.

O diário britânico “The Daily Mail” conseguiu um excerto do livro e uma das teses que Manigault-Newman defende é a de que se passa alguma coisa com a saúde mental de Donald Trump. Um dos episódios que usa para provar essa teoria é uma estranha entrevista dada pelo Presidente a Lester Holt na NBC em maio de 2017, depois de se ter começado a falar da investigação ao alegado conluio com os russos durante a sua campanha presidencial e do despedimento do ex-diretor do FBI James Comey. “Naquela entrevista eu apercebi-me que havia alguma coisa de muito errado com a mente de Donald. Muitos não se aperceberam mas eu conheci-o há muito tempo. Pensaram que era só ‘Trump a ser Trump’ mas o seu declínio mental é impossível de negar”, escreve Manigault-Newman.

Isto porque, conta, apesar de ter sido informado vezes sem conta pela assessoria da Casa Branca para dizer sempre que o despedimento de Comey tinha sido uma sugestão do Departamento de Justiça, Trump tornou a questão pessoal, dizendo que tinha falado pessoalmente e ao telefone com Comey para que este lhe garantisse que não estava sob investigação. Nessa entrevista, Trump deu espaço a quem defende que o Presidente tentou obstruir a justiça ao despedir Comey, uma tese que até hoje se mantém - e que está a ser investigada pelo procurador especial Robert Mueller.

Não é a primeira vez que a ex-assessora da Casa Branca fala da presidência de Donald Trump como alguma coisa que, mais do que desilusão, lhe induz algum medo. “Não, a sério, não vai ficar tudo bem, a sério, não vai, é tão mau”, disse ela numa breve participação no Big Brother das celebridades no início de 2018, pouco depois de ter saído da Casa Branca. “Eu jamais voltaria a votar no Donald. Nunca, nem em um milhão de anos”, acrescentou.

Manigault-Newman abandonou o emprego na Casa Branca alegadamente depois de uma discussão com o chefe de gabinete de Trump, John Kelly, mas a ex-assessora diz que saiu por sua vontade. Pouco depois, deu uma entrevista exclusiva ao programa “Good Morning America” e disse repetidas vezes que “tinha uma história para contar” e ter visto coisas “perturbadoras” que a afetaram “emocional e psicologicamente”

Exatamente o que vem no livro ainda não se sabe, mas Manigault-Newman é conhecida pelo seu modus operandi vingativo, segundo várias fontes que falaram com o “The Daily Beast”. Muitas pessoas acima dela na hierarquia da Casa Branca preferiam não a confrontar até porque se sabia que Trump era seu amigo pessoal. Uma das histórias relatadas na página mostra bem isso. Durante o curto mais tempestuoso tempo do todo-poderoso diretor de comunicação Anthony Scaramucci, ela enviou-lhe uma lista com pessoas que queria ver despedidas, para que a entregasse a Trump. No cimo da lista estava Reince Priebus, ex-chefe de gabinete, que acabou por ser afastado.