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Internacional

Casa onde Elie Wiesel nasceu foi vandalizada com frases antissemitas

Win McNamee/Getty

Instituto romeno que se dedica à elaboração de estudos sobre o Holocausto disse que se tratou de um ato “grotesco” e que representa “um ataque não apenas à memória de Elie Wiesel, mas a todas as vítimas do Holocausto”

A casa onde Elie Wiesel nasceu, em 1928, foi vandalizada com grafitis antissemitas, noticiou a BBC. O edifício, localizado na cidada romena de Sighetu Marmatiei, no norte do país, foi pintado com frases que deixaram a população chocada, nomeadamente aquela em que os autores afirmaram que Wiesel, cidadão judeu que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, está "no inferno com Hitler".

As frases foram pintadas a cor de rosa e rapidamente removidas, mas a polícia está a investigar o caso, com o recurso a imagens captadas pelo sistema de videovigilância que está instalado na casa, revelou Florina Metes, porta-voz da polícia. Os responsáveis do instituto que, na Roménia, se dedica à elaboração de estudos e investigações sobre o Holocausto, batizado com o nome de Wiesel, qualificaram o ato como "grotesco" e acrescentaram que representa "um ataque não apenas à memória de Elie Wiesel, mas a todas as vítimas do Holocausto".

Em 1944, recorda a BBC, a família de Elie Wiesel foi deportada para Auschwitz, onde a sua mãe e uma das irmãs foram assassinadas pela máquina de morte nazi. O pai faleceu, igualmente, num campo de concentração, em Buchenwald. Após a guerra de 1939-1945, Wiesel relatou, em diversas obras, como "Noite", a sua experiência de detenção quando era adolescente e dedicou a vida ao objetivo de assegurar que o Holocausto, termo que ajudou de forma decisiva a consagrar para designar a perseguição e as atrocidades sofridas pelos judeus durante a era nazi, jamais seria esquecido.

Em 1986, foi distinguido com o prémio Nobel da Paz pelo seu papel na denúncia da violência, da repressão e do racismo.