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Venezuela. Manifestantes saíram à rua com baldes vazios em protesto contra a falta de água

FEDERICO PARRA/Getty

Manifestantes concentraram-se em Chacaíto, leste da capital, onde exibiram cartazes alusivos às zonas de Caracas onde há vários meses a água escasseia

Centenas de pessoas saíram neste sábado para as ruas de Caracas, com baldes vazios, em protesto pela cada vez mais frequente falta de água na cidade capital da Venezuela. Os manifestantes concentraram-se em Chacaíto, leste da capital, onde exibiram cartazes alusivos às zonas de Caracas onde há vários meses a água escasseia e reclamando atenção da empresa estatal responsável pelo abastecimento, a Hidrocapital.

"Sem água, Hidrocapital, em socialismo", "Queremos água", "Até quando" e "Hidrocapital não nos dá água", eram algumas das mensagens que se liam nos cartazes. Ainda em Chacaíto, os manifestantes cantaram músicas com letras sobre as reclamações dos venezuelanos em todo ao país, ao direito a ter água e à sua importância na confeção de alimentos.

Agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) colocaram uma barreira e impediram os manifestantes de cruzar o Boulevard de Sabana Grande para chegar até à sede de Hidrocapital. Em resposta os manifestantes mudaram de rota e quando estavam nas proximidades da Hidrocapital foram novamente intercetados por efetivos da PNB, mas alguns lograram chegar ao edificio e aí colaram papéis com as suas reclamações.

Desde há vários meses que os venezuelanos se queixam, cada vez mais intensamente, da falta de abastecimento de água, uma situação também cada vez mais frequente, tanto em Caracas como noutras cidades e zonas do país.

Em declarações aos jornalistas, o edil de Caracas, Jesus Armas, explicou que "não é preciso um líder político" para que os venezuelanos manifestem o seu descontento pela crise e a falta de água. Por outro lado, instou a população a participara em novos protestos, "nas ruas, sem medo de levantar a voz".

A nova diretora de Hidrocapital, Andy Hernández, aproximou-se de alguns manifestantes, a quem admitiu a existência de falhas na manutenção do sistema e no abastecimento de água em Caracas.