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Internacional

Zimbabwe. Líder da oposição contesta “resultados falsos não verificados” das eleições

YESHIEL PANCHIA/EPA

Nelson Chamisa considera um “escândalo” os resultados divulgados pela comissão eleitoral do país, que deram a vitória ao Presidente em funções. Segundo os dados oficiais, Emmerson Mnangagwa conseguiu evitar por pouco uma segunda volta ao conquistar 50,8% dos votos contra os 44,3% de Chamisa. “O nível de opacidade, deficiência da verdade, decadência moral e défice de valores é desconcertante”, comentou o líder da oposição

O líder da oposição no Zimbabwe, Nelson Chamisa, rejeitou o que apelidou de “resultados falsos não verificados” depois de o Presidente em funções, Emmerson Mnangagwa, ter sido declarado vencedor das primeiras eleições pós-Mugabe.

A aliança MDC, encabeçada por Chamisa, prometeu contestar legalmente os resultados, declarando que a votação foi fraudulenta. Enquanto isso, as tropas do regime continuam a patrulhar as ruas da capital Harare na sequência dos protestos de quarta-feira que causaram seis mortos.

Mnangagwa conseguiu evitar por pouco uma segunda volta das eleições ao conquistar 50,8% dos votos contra os 44,3% de Chamisa, segundo os dados oficiais.

“O escândalo de a ZEC [Comissão Eleitoral do Zimbabwe] divulgar resultados falsos não verificados é lamentável. A ZEC negou ao nosso agente eleitoral acesso aos resultados antes do anúncio. A ZEC tem de divulgar resultados adequados, verificados e endossados pelos partidos. O nível de opacidade, deficiência da verdade, decadência moral e défice de valores é desconcertante”, escreveu Chamisa no Twitter.

A comissão eleitoral anunciou os resultados das eleições presidenciais da décima e última província, Mashonaland West, no final de quinta-feira e depois de dias de espera.

Os resultados das eleições parlamentares foram anunciados no início da semana: o partido no poder, ZANU-PF, conquistou 144 assentos, a aliança de sete partidos MDC obteve 64 e a Frente Nacional Patriótica, formada por apoiantes de Mugabe, conseguiu um assento parlamentar.