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Internacional

China recusa parar de importar petróleo iraniano como pedem os Estados Unidos

Bandeira iraniana junto a uma plataforma de exploração de petróleo, no Golfo Pérsico

Raheb Homavandi / Reuters

As sanções dos Estados Unidos ao Irão deverão regressar com toda a força em novembro e a Administração de Donald Trump tem tentado convencer vários países a cortar a importação de crude com origem iraniana. A China disse “não”, mas também não deverá aumentar o volume de barris importados

Os Estados Unidos lançaram uma operação de charme mundial para tentarem convencer vários países a cortar nas importações de petróleo proveniente do Irão. Como tinha ameaçado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rasgou este ano o acordo assinado em 2015 entre vários países aliados e o Irão que previa o levantamento de sanções ao país em troca do fim do seu programa nuclear.

Como alguns países se recusaram a acompanhar Trump nesta decisão, e continuam a manter relações comerciais com o Irão em algumas áreas, a Administração norte-americana decidiu tentar dissuadir-los presencialmente. Mas há um enorme obstáculo a missão: a China. Segundo informações recolhidas pela Bloomberg junto de dois dos membros enviados à China para as negociações, a segunda maior economia do mundo negou-se a cortar nas importações de petróleo - apesar de ter concordado em não aumentar o volume de negócio.

As pessoas que falaram com a Bloomberg preferiram permanecer anónimas porque as negociações continuam na China e em muitos outros países mas disseram que o objetivo de Donald Trump em trazer para o zero o volume de exportações de petróleo iraniano até novembro deste ano parece um alvo bastante otimista.

As sanções dos Estados Unidos sobre o Irão deverão regressar em força em novembro e o país já avisou que irá estender “máxima pressão económica e diplomática” sobre outros países para que parem de comprar petróleo com origem iraniana.

Em resposta, o Presidente do Irão, Hassan Rouhani avisou que qualquer tentativa dos Estados Unidos em prejudicar o comércio de petróleo poderia levar ao bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa, todos os dias, 30% de todo petróleo transacionado do mundo.