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Internacional

Rússia continua a interferir no processo político dos EUA, denunciam os serviços secretos norte-americanos

Depois do aperto de mãos na Finlândia, a 16 de julho, Donald Trump anuncia sanções contra Vladimir Putin e contra a Rússia

reuters

Diretor da segurança nacional, Kirstjen Nielsen, avisou: “A nossa democracia está na mira”

A Rússia continua "a tentar enfraquecer e dividir os Estados Unidos" interferindo no processo eleitoral norte-americano e imiscuindo-se no debate político, acusou nesta quinta-feira o diretor dos serviços secretos nacionais norte-americanos Dan Coats. "É uma ameaça que devemos levar muito a sério", alertou, por seu lado, Christopher Wray, o diretor da polícia federal (FBI), também presente numa conferência de imprensa dedicada à questão, na Casa Branca.

Os responsáveis dos serviços de informações e de segurança interna dos Estados Unidos alertaram sobre potenciais esforços para influenciar o resultado das eleições intercalares deste ano e presidenciais de 2020, com o diretor da segurança nacional, Kirstjen Nielsen, a afirmar: "A nossa democracia está na mira". E, em seguida, juntamente com o diretor da Agência de Segurança Nacional, general Paul Nakasone, tentaram tranquilizar a opinião pública, dizendo que estão a fazer tudo o que é possível para combater a ameaça.

Nielsen, Wray e Nakasone reuniram-se no início desta semana em Nova Iorque com líderes empresariais da alta finança, energia e telecomunicações para uma cimeira sobre cibersegurança, em que debateram a necessidade urgente de uma abordagem coletiva e colaborativa à segurança. No encontro, Nielsen sustentou que a ciberameaça ultrapassa atualmente o perigo de um ataque físico aos Estados Unidos por um grupo hostil estrangeiro.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, enviou hoje uma carta aos senadores democratas afirmando que "o Presidente Trump não tolerou e não tolerará qualquer interferência no sistema de Governo representativo dos Estados Unidos da América", algumas semanas depois de Trump ter publicamente desvalorizado as conclusões das agências de serviços de informações norte-americanas sobre ingerência russa. Após protestos de democratas e republicanos, Trump acabou por declarar que aceitava tais conclusões.

Agora, Bolton indicou que Trump está a "levar a cabo ações sem precedentes para punir a Rússia" pelos seus esforços para perturbar as eleições norte-americanas.