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Presidente da Colômbia oferece vistos de permanência por dois anos a 440 mil venezuelanos

NOBEL Juan Manuel Santos recebeu o Prémio Nobel da Paz a 10 de dezembro, duas semanas após o Estado colombiano e as FARC, o principal grupo guerrilheiro, assinarem um acordo de paz

reuters

Juan Manuel dos Santos, Presidente da Colômbia que abandona o cargo a 7 de agosto próximo, aproveitou os últimos dias de mandato para estender a 440 mil refugiados venezuelanos vistos de residência temporária. No Twitter, disse querer ajudar as pessoas que fogem da escassez de alimentos e medicamentos no país vizinho

O Presidente da Colômbia, Juan Manuel dos Santos, assinou esta quinta-feira as autorizações de permanência por dois anos a cerca de 440 mil venezuelanos que fugiram para o país vizinho por causa da deterioração das condições de vida sob o regime de Nicolás Maduro. Santos deixa o seu lugar na terça-feira e quem o substitui é Iván Duque, que não deve reverter esta decisão porque, durante a campanha, também defendeu que se preste a ajuda humanitária necessária às pessoas que estão a chegar à Colômbia.

Estes vistos temporários permitirão aos refugiados estudar, trabalhar, aceder à habitação e receber tratamento médico, uma das maiores angústias, neste momento, entre os venezuelanos, já que a escassez de medicamentos se tornou o novo normal. Por exemplo, a falta de remédios para o tratamento de cancro já atingiu os 90%, diz a Federação Farmacêutica Venezuelana.

“O mundo todo está cada vez mais assustado com o que se está a passar na Venezuela”, disse Santos a partir do Palácio Presidencial, de onde fez o anúncio da notícia. “Reitero a minha condenação ao regime venezuelano. Um regime que não ouve e permanece num estado de total negação. Insisto em permitir um canal de ajuda humanitária para tentar aliviar o sofrimento desta gente”, escreveu, depois na rede social Twitter.