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Internacional

Negou um massacre real de crianças e chamou atores aos pais. Agora exige que paguem as custas do processo

Alex Jones, especialista em teorias da conspiração falsas, está a ser julgado por difamação, mas não desarma

Luís M. Faria

Jornalista

Alex Jones, grande promotor de teorias da conspiração no seu site InfoWars - e fã incondicional de Donald Trump, que tem perfilhado as suas falsidades antes e depois de ser presidente - começou a ser julgado num tribunal em Austin, Texas. Os pais de Noah Pozner, uma das 20 crianças mortas no massacre de Sandy Hook em 2012, acusam-no de difamação por ter dito que o massacre foi uma encenação e que os pais das crianças mortas são simplesmente atores.

Agora, Jones já admite que o massacre aconteceu mesmo (embora não retire uma palavra do que afirmou) mas quer que um tribunal arquive o processo sem sequer avaliar dos méritos. O seu argumento: a Primeira Emenda da Constituição permite-lhe dizer o que entender, independentemente de ser verdade ou das consequências. No caso, as conseuências incluem uma verdadeira perseguição que tem vindo a ser feita por fãs de Jones a pais como os Noah, que já tiveram de mudar várias vezes de casa.

Jones não apenas pede que o processo seja arquivado, como exige que sejam os queixosos a pagar os cem mil dólares (86.31 mil euros) de custas do processo. No primeira sessão do julgamento, quando apareceram imagens de um programa de Jones em que se mostravam imagens da casa dos pais de Noah, houve reações de choque entre o público, que o juiz teve de mandar calar.