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Líder dos conservadores espanhóis promete “lealdade” a Sánchez em questões de Estado

Pedro Sánchez e Pablo Casado

GABRIEL BOUYS/AFP/Getty Images

Sánchez revelou algumas das questões sobre as quais pediu lealdade a Casado: imigração, política europeia, violência de género e infraestruturas

O líder do PP espanhol, Pablo Casado, prometeu nesta quinta-feira ao chefe do Governo, Pedro Sánchez, "lealdade" em assuntos de Estado, incluindo a defesa da unidade de Espanha e das liberdades, das instituições e da Constituição.

Em conferência de imprensa no Palácio de la Moncloa após uma reunião de quase três horas com o primeiro-ministro, Casado adiantou que o Partido Popular (PP, conservador) exercerá uma oposição "firme e responsável" mas também "leal" com o executivo do Partido Socialista operário espanhol (PSOE).
Sánchez tinha pedido previamente ao líder do PP uma oposição "responsável e leal" em questões de Estado.

Numa mensagem na rede social Twitter após a reunião, Sánchez revelou algumas das questões sobre as quais pediu lealdade a Casado: imigração, política europeia, violência de género e infraestruturas. "O objetivo comum deve ser avançar por Espanha", assinalou Sánchez.

Fontes do Governo citadas pela agência noticiosa Efe asseguraram que durante o prolongado encontro houve a oportunidade de "trabalharem muito" e falar de "muitas coisas", incluindo a situação política na Catalunha. Sánchez deverá explicitar estas e outras questões na sexta-feira, durante a conferência de imprensa de balanço após o último conselho de ministros antes das férias de verão.

O líder da principal força da oposição também esclareceu que o PP se vai opor à transferência dos presos da extinta organização separatista armada ETA para o País Basco, e que vai propor no Congresso uma Lei de Memória, Dignidade e Justiça.

Casado adiantou que o PP já tem preparada essa proposta de lei que evitaria homenagens como a que se prepara ao etarra Santi Potros, após a sua libertação da prisão prevista para domingo.
Esta reunião coincidiu com a divulgação de uma sondagem do Centro de Investigações Sociológicas (CIS), a primeira após a chegada de Sánchez a Moncloa, e que coloca o PSOE, que lidera, como primeira força política, com uma vantagem de dez pontos sobre os populares de Casado.