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Internacional

Ataques aéreos ao Iémen fizeram 28 mortos em Hodeida

Três anos de guerra fizeram mais de 10.000 mortos, danificaram gravemente as infraestruturas do Iémen e destruíram o seu sistema de saúde

Pelo menos 28 pessoas morreram e 70 ficaram feridas nesta quinta-feira na cidade iemenita de Hodeida, em bombardeamentos da coligação internacional liderada pela Arábia Saudita ao hospital al-Thawra e a um mercado do peixe, indicaram responsáveis médicos. A estação televisiva Al-Masirah, dirigida pelos rebeldes Huthis, noticiou que os ataques aéreos fizeram 52 mortos e mais de 100 feridos.

A coligação liderada pelos sauditas que apoia o internacionalmente reconhecido Governo do Iémen tem tentado recuperar áreas controladas pelos rebeldes ao longo da costa ocidental iemenita, incluindo a vital cidade de Hodeida, o principal ponto de entrada de alimentos no país que se encontra à beira da fome generalizada. O conflito entre a coligação internacional e os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, dura desde março de 2015.

O enviado especial da ONU, Martin Griffiths, realizou conversações com ambas as partes nas últimas semanas, na esperança de impedir um ataque em força da coligação internacional a Hodeida. Griffiths tem insistido em que os beligerantes voltem a sentar-se à mesa das negociações para debaterem a paz, mas o Governo iemenita mantém que a "retirada incondicional" dos rebeldes de Hodeida é essencial para o reatamento das conversações, ao passo que os Huthis se recusam a entregar a cidade.

Três anos de guerra fizeram mais de 10.000 mortos, danificaram gravemente as infraestruturas do Iémen e destruíram o seu sistema de saúde. O país enfrenta agora a pior crise humanitária do mundo, com mais de 22,2 milhões de pessoas a precisarem de ajuda de emergência.