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Agente russa esteve inflitrada na embaixada norte-americana em Moscovo durante mais de dez anos

Lupanar

Foto Anatoly Maltsev / EPA

Uma investigação de rotina dos Serviços Secretos norte-americanos descobriu que uma agente russa contratada pelos Estados Unidos para trabalhar na embaixada em Moscovo poderá ter passado informação confidencial às secretas russas ao longo de mais de dez anos

Agentes secretos norte-americanos, que investigam potencial contra-espionagem, descobriram que uma agente russa tem estado a trabalhar na embaixada dos Estados Unidos em Moscovo há mais de uma década, segundo uma notícia do diário “The Guardian”.

A cidadã russa foi contratada pelos serviços secretos e tinha um nível de acesso que lhe permitia ler emails e informações armazenadas no sistema interno de comunicações da embaixada bem como acesso às agendas do presidentes e vice-presidente norte-americanos. Uma investigação de rotina do Serviço de Segurança Regional do Departamento de Estado (RSO) denunciou o caso, ainda em 2016.

A mulher em questão já não trabalha na embaixada, mas enquanto trabalhou, de acordo com o responsável dos serviços secretos que falou com o diário britânico, terá tido reuniões não agendadas com membros do FSB, as secretas russas. Em janeiro de 2017 soaram os alarmes mas os Serviços Secretos preferiram deixar o caso esfriar e, em vez de a afastar por causa das suspeitas, retiraram-lhe as credenciais de acesso a material sensível e acabaram, assim, por afastá-la.

“Os Serviços de Informações estão a tentar esconder o caso despedindo-a naturalmente, mas o dano já foi feito e ninguém entre os altos dirigentes das secretas conduziu qualquer investigação para tentar entender o que ela fez, que informação recolheu ou se deixou alguém no seu lugar”, disse uma fonte próxima do processo, mas não identificada, ao “The Guardian”.

À cadeia norte-americana CNN, um outro responsável disse que os Serviços de Informações sabem que “todos falam com o FSB”, mas que a suspeita “estava a dar mais informação do que devia”. Segundo esta pessoa, a sua conduta era conhecida das autoridades norte-americanas que conseguiram provar o caso dando à mulher informação específica que ela depois passou ao FSB.

Contactados pelo “The Guardian”, os Serviços Secretos norte-americanos não negaram que esta russa fosse “uma toupeira”, mas desvalorizaram o caso: “Os Serviços Secretos norte-americanos reconhecem que todos os cidadãos que prestam serviços à nossa missão podem estar sujeitos à influência de Serviços de Informações estrangeiros. Não há um enfoque específico na Rússia e gerimos o nosso pessoal de forma a que os interesses dos Estados Unidos estejam sempre protegidos”.