Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Partido no poder ZANU-PF conseguiu maioria no Parlamento do Zimbabwe

Emmerson Mnangagwa na tomada de posse a 24 de novembro de 2017

TONY KARUMBA/Getty Images

A Comissão Eleitoral fala numa clara maioria para o partido do Presidente em exercício Emmerson Mnangagwa. As eleições de segunda-feira foram as primeiras no Zimbabwe desde que Robert Mugabe, que estava no poder há 37 anos, foi afastado em novembro. A comissão não esclareceu ainda quem estaria em condições de se tornar o próximo Presidente do país

O partido no poder ZANU-PF conseguiu uma clara maioria no Parlamento na sequência das eleições de segunda-feira no Zimbabwe, ao conquistar 109 assentos. A informação foi avançada esta quarta-feira pela Comissão Eleitoral do país, citada pela Al Jazeera.

O partido da oposição MDC não foi além dos 41 assentos, sendo que ainda faltam apurar os resultados para 58 assentos parlamentares. A comissão não esclareceu ainda quem estaria em condições de se tornar o próximo Presidente do país.

As eleições de segunda-feira foram as primeiras no Zimbabwe desde que Robert Mugabe, que estava no poder há 37 anos, foi afastado em novembro. No dia seguinte à votação, o líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) Nelson Chamisa anunciou que tinha vencido “de forma retumbante”. Já o Presidente em exercício Emmerson Mnangagwa, da União Nacional Africana do Zimbabwe – Frente Patriótica (ZANU-PF), mostrou-se confiante quanto ao resultado eleitoral.

Na véspera das eleições, Chamisa recebeu o inesperado apoio de Mugabe. “Não posso votar no ZANU-PF [partido de que Mugabe foi cofundador]. Pela primeira vez, temos uma longa lista de aspirantes. O que resta? Chamisa. Ele parece estar bem nos comícios e, se for eleito, desejo-lhe o melhor”, disse, referindo-se ao líder da força de oposição que fez frente ao seu regime. “Espero que a votação afaste o Governo militar e traga de volta a constitucionalidade ao país. Que seja a voz do povo a dizer que nunca mais vamos experimentar um período em que o Exército é usado para colocar uma pessoa no poder”, acrescentou.

Depois de votar na segunda-feira, Mnangagwa assegurou que o Zimbabwe “goza agora de um espaço democrático que nunca antes experimentou”. Após cumprir igualmente o seu dever cívico, Chamisa disse: “a vitória é certa, o povo falou”, sublinhando não ter dúvidas de que, ao fim do dia, se ouviria “uma enfática voz pela mudança”.

Se nenhum dos candidatos conseguir mais de 50% dos votos, será realizada uma segunda volta das presidenciais a 8 de setembro.