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Camboja. Líder da oposição classifica vitória esmagadora de partido no poder como “terrível revés”

KHEM SOVANNARA/AFP/Getty Images

Cofundador do Partido de Salvação Nacional do país, impedido de concorrer nas eleições de domingo, apela a uma campanha de não-cooperação com o novo Governo. Uma contagem provisória dos votos garantia ao Partido Popular do Camboja todos os 125 assentos parlamentares. Sam Rainsy vive num autoexílio em Paris para evitar uma série de condenações que alega serem politicamente motivadas

Um dos cofundadores do Partido de Salvação Nacional do Camboja condenou a vitória esmagadora do partido no poder nas eleições de domingo, descrevendo-a como um “terrível revés” e apelando a uma campanha de não-cooperação com o novo Governo. Uma contagem provisória dos votos garantia ao Partido Popular do Camboja todos os 125 assentos parlamentares.

As eleições foram realizadas sem o único partido que poderia fazer frente ao primeiro-ministro Hun Sen, que governa o país há mais de três décadas. O Partido de Salvação Nacional foi impedido de concorrer por ter sido dissolvido pelo Supremo Tribunal no final do ano passado.

Em entrevista à agência AFP, o cofundador do partido Sam Rainsy disse tratar-se de “uma vitória falsa numa eleição falsa e com um desfecho antecipado”. “É um regresso ao sistema antigo, ao sistema de partido único, como durante a Guerra Fria e os tempos comunistas. É um terrível revés para o Camboja”, acrescentou.

Rainsy vive num autoexílio em Paris para evitar uma série de condenações que alega serem politicamente motivadas.

O primeiro-ministro qualificou as eleições como “livres e justas” e o partido a que preside ridicularizou os apelos a um boicote feitos pela oposição, acenando com a estimativa de 82% de participação. Esta quarta-feira, na sua primeira aparição pública desde a vitória eleitoral, Hun Sen anunciou que este será um ano de “grande sucesso” para “a economia e democracia” do Camboja.