Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Menina de sete anos convence Nova Zelândia a alterar placas sinalizadoras

Zoe Carew ficou indignada por os avisos sobre a presença de gente a trabalhar nas linhas elétricas sugerirem que se trata sempre sempre homens

Luís M. Faria

Jornalista

Uma menina de 7 anos conseguiu levar o Departamento de Transportes da Nova Zelândia (NZTA) a alterar algumas das placas avisadoras que usadas no país. Concretamente, as placas que indicam a presença de operários - perdão, pessoas - a trabalhar nos cabos e nos postes de eletricidade do país.

Zoe Carew ia na rua quando viu sinais a indicar a presença de "linemen" (literalmente, homens da linha) em ação. E ficou perplexa. Conforme a seguir explicou numa carta ao presidente executivo da NZTA, "porque é que o sinal diz 'linemen' quando as pessoas a trabalhar nas linhas podem ser homens ou mulheres? Acho que está errado e é injusto. Concorda?".

Fergus Gammie, o gestor, concordou. E tanto, que ordenou a mudança dos sinais. Na sua carta de resposta a Zoe, elogiou-a por ter tomado uma iniciativa para corrigir algo que viu como uma injustiça. E publicou uma mensagem a dizer que tinha prazer em aceitar a sugestão da menina, "pois as boas ideias podem vir de qualquer pessoa, mesmo pessoas com sete anos".

Acrescentou que a modificação dos sinais para "line-worker", como Zoe sugeria, exigiria sinais maiores, mas "line crew" (equipa da linha) caberia no espaço atual. Porém, a substituição não é para já. Irá sendo feito à medida que os atuais sinais se forem gastando.

Quem ficou orgulhosa foi a mãe de Zoe, que publicou no Twitter uma mensagem a elogiar a atitude da filha, concluindo com uma saudação para todos os envolvidos: "High 5s all around!". Quanto a Zoe, admitiu que não quer trabalhar em linhas elétricas quando for grande. "Há tantas coisas mais excitantes que gostava de fazer", disse, "mas algumas raparigas podem querer aprender" a fazer aquilo.