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Grécia. Número de mortos sobe para 93. Maioria das vítimas já foi identificada

Anadolu Agency/Getty

Pelo menos 14 pessoas continuam desaparecidas na sequência do incêndio que deflagrou há uma semana nos arredores de Atenas, pelo que prosseguem as buscas nomeadamente junto à costa

As autoridades gregas anunciaram esta terça-feira que já foram identificados 70 corpos de vítimas dos incêndios que atingiram há uma semana as localidades de Rafina e Mati, no leste de Atenas. Segundo o último balanço, 93 pessoas morreram e quase 200 ficaram feridas na sequência dos fogos que devastaram a região.

Por sua vez, 14 pessoas continuam desaparecidas, pelo que prosseguem as buscas nomeadamente junto à costa. Nos últimos dois dias foram “resgatados oito corpos, ao largo de Mati e no Golfo Sarónico, na costa oeste da Ática”, afirmou fonte da Marinha citada pela AFP. Durante a semana, deverá ser conhecida a identidade de mais vítimas, de acordo com a mesma fonte.

Aqueles que já são considerados os incêndios florestais mais mortíferos da Europa no último século, foram responsáveis pela destruição de 1250 hectares na região de Ática. Mais de mil habitações deverão ser demolidas e reconstruídas devido a danos causados pelo fogo, enquanto dezenas de carros destruídos estão a ser transferidos para um parque próximo de Rafina, aguardando que os seus proprietários preencham toda a documentação necessária, refere o jornal “Ekathimerini”.

O primeiro-ministro grego – que assumiu responsabilidade política pela tragédia –, visitou esta segunda-feira os locais mais atingidos pelo incêndio, tendo aproveitado para falar com habitantes, bombeiros e voluntários e para agradecer o apoio prestado às populações.

Entretanto, a oposição continua a dirigir fortes críticas a Alexis Tsipras, exigindo demissões no Governo. Em conferência de imprensa, o líder do partido Nova Democracia, Kyriakos Mitsotakis, defendeu esta terça-feira que é necessário responsabilizar os culpados pela tragédia e acusou o chefe do Executivo de “incompetência” e “cinismo”: “Não consigo compreender o que significa responsabilidade política sem demissões. Aceitar responsabilidade sem renúncias aos cargos é um mero exercício de relações públicas”, declarou Kyriakos Mitsotakis, citado pelo jornal “Greek Reporter”.