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Internacional

EUA começaram a enviar drones armados para o Níger no início do ano

Don Kelsen/Los Angeles Times/Getty Images

Trata-se de uma operação conjunta que visa utilizar aeronaves de informação, vigilância e reconhecimento para “melhorar a capacidade combinada de responder a ameaças e outros problemas de segurança na região”, segundo informou o Comando dos Estados Unidos para África. Nos últimos anos, a presença militar americana aumentou no Níger, tendo-se formado uma força de 800 pessoas que trabalha na recolha de informações e outras missões

O Comando dos Estados Unidos para África confirmou esta segunda-feira que as suas forças começaram a enviar drones armados para o Níger no início do ano. Em novembro de 2017, o Governo do país da África Ocidental deu permissão às forças americanas para armarem os seus drones. No entanto, de acordo com a Al Jazeera, nenhum dos lados tinha ainda confirmado a sua implantação.

“Em coordenação com o Governo do Níger, o Comando dos EUA para África armou aeronaves de informação, vigilância e reconhecimento [ISR, na sigla em inglês]”, que já se encontravam no país, no sentido de “melhorar a capacidade combinada de responder a ameaças e outros problemas de segurança na região”, disse Samantha Reho, porta-voz do comando americano à Associated Press. A responsável confirmou também que “as aeronaves ISR armadas começaram a voar no início de 2018”.

Já em 2013 as autoridades do Níger tinham dado autorização para os EUA estacionarem drones de vigilância no seu território. O objetivo era melhorar a recolha de informação sobre combatentes ligados à Al-Qaeda e a operar no norte do Mali e no Saara. Nos últimos anos, a presença militar americana aumentou no país, tendo-se formado uma força de 800 pessoas que acompanha as tropas do Níger na recolha de informações e outras missões.

De acordo com a Associated Press, os drones serão transferidos para a base aérea que está a ser construída em Agadèz, próximo do deserto do Saara. O projeto de 110 milhões de dólares (cerca de 94 milhões de euros) é o maior em termos de mobilização de tropas na história dos EUA, segundo a Força Aérea americana.