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Trump ameaça com “shutdown” se democratas não aprovarem muro na fronteira

Sandy Huffaker / Getty Images

Apesar de os republicanos controlarem tanto o Senado como a Câmara dos Representantes, as divergências entre os moderados e os conservadores do partido têm impedido uma rápida alteração legislativa. Trump transformou o endurecimento das leis de imigração numa peça central da sua administração. Na sexta-feira, um juiz federal instou a administração a concentrar-se em encontrar pais imigrantes deportados cujos filhos permaneçam nos EUA

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo estar disposto a permitir uma paralisação do Governo federal se os democratas não financiarem o muro de fronteira com o México e não apoiarem mudanças na lei da imigração.

“Estou disposto a ‘encerrar’ o Governo se os democratas não nos derem os votos para a segurança fronteiriça, o que inclui o muro!”, escreveu Trump no Twitter, favorecendo um “sistema de imigração baseado no mérito” e acrescentando: “Precisamos de grandes pessoas a virem para o nosso país!”.

Trump já ameaçou com paralisações várias vezes desde que assumiu funções como Presidente, tentando incluir a sua agenda para a imigração nas prioridades de gastos do Congresso, especialmente o financiamento de um muro ao longo da fronteira sul dos EUA com o México, na ordem dos 25 mil milhões de dólares (cerca de 21 mil milhões de euros).

O Congresso tem de aprovar até 30 de setembro um plano de gastos para financiar o Governo. Apesar de os republicanos controlarem tanto o Senado como a Câmara dos Representantes, as divergências entre os moderados e os conservadores do partido têm impedido uma rápida alteração legislativa.

Outras paralisações

Em janeiro, o impasse sobre os níveis de gastos e a imigração levaram a uma paralisação do Governo durante quase três dias e, no mês seguinte, a uma outra paralisação de algumas horas. Em junho, a Câmara rejeitou uma lei da imigração apoiada pelos republicanos conservadores.

Trump transformou o endurecimento das leis de imigração numa peça central da sua administração, desde a proibição de viagem para os EUA de pessoas de países predominantemente muçulmanos até à separação de pais e crianças migrantes na fronteira com o México.

Na sexta-feira, um juiz federal instou a administração a concentrar-se em encontrar pais imigrantes deportados cujos filhos permaneçam nos EUA.