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Internacional

Pastor americano acusado de espionagem e terrorismo na Turquia pede para ser libertado

Andrew Brunson, o pastor americano preso na Turquia

STRINGER/AFP/Getty Images

Andrew Brunson é acusado de ter participado no golpe de Estado de julho de 2016 para depor Erdogan, Presidente turco. Enfrenta uma pena de até 35 anos de prisão

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

O pastor norte-americano acusado na Turquia de estar envolvido em espionagem e de ter ligações a grupos terroristas pediu esta segunda-feira o fim da prisão domiciliária e da proibição de se deslocar para o estrangeiro, disse o seu advogado à Reuters.

Andrew Brunson, assim se chama o pastor americano, é acusado de trabalhar com Fethullah Gulen, o clérigo turco exilado no EUA que o governo turco considera responsável pelo golpe de Estado falhado de julho de 2016. Foi precisamente na sequência desse golpe - e da perseguição do governo de Recep Tayyip Erdogan a alegados golpistas - que Brunson foi detido, há quase dois anos.

O pastor americano também é acusado de ligações ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado terrorista por Ancara. Andrew Brunson enfrenta uma pena de até 35 anos de prisão.

A sua detenção continua a gerar um grande mal-estar entre a Turquia e os EUA, que exigem a sua libertação imediata. Na semana passada, aliás, Donald Trump ameaçou impor “sanções de larga escala” caso o pastor não seja libertado. A isso, Erdogan respondeu dizendo que mantém a sua posição.

O pastor, que é natural da Carolina do Norte mas viveu na Turquia mais de 20 anos, foi colocada em prisão domiciliária na semana passada, decisão que, segundo um documento relacionado com o pedido de recurso apresentado Brunson esta segunda-feira num tribunal na província turca de Izmir, e a que a Reuters teve acesso, considera injusta. Isto porque continua a ser incapaz de voltar à sua vida normal e retomar os seus deveres religiosos.

Segundo o advogado de Andrew Brunson, Cem Halavurt, o tribunal terá entre três a sete dias para decidir sobre o pedido de recurso apresentado. O pastor americano erá novamente ouvido em tribunal em outubro.