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Internacional

Medidas especiais de segurança no funeral da britânica envenenada com Novichok

Matt Cardy/Getty

Entre várias precauções, há a de não deixar que o caixão seja transportado da forma habitual até ao lugar onde será cremado

Luís M. Faria

Jornalista

O funeral de Dawn Sturgess, a mulher britânica que faleceu por ter sofrido uma exposição ao agente nervoso Novichok, terá decorrido esta segunda-feira em Salisbury com especiais medidas de segurança. O plano era o de que o caixão já estivesse no crematório quando o público chegasse, para ninguém ter de o transportar da forma habitual.

Dawn foi infetada, juntamente com o seu namorado Charlie Rowley (que sobreviveu) depois de abrir um frasco de perfume que os dois encontraram na rua, tendo posto um pouco nos pulsos. Pensa-se que o frasco tivesse sido deitado fora depois da tentativa falhada de matar Sergei Skripal, o antigo agente secreto russo.

Segundo a versão dos factos apresentada pelos serviços de informação do Reino Unido, e aceite como credível pela generalidade dos seus congéneres ocidentais, foi o governo russo que tentou eliminar Skripal. O Kremlin nega, mas as suspeitas são fortes, assentando no facto de se tratar daquele veneno e também nas anteriores histórias do género em que a Rússia esteve envolvida.

O funeral devia começar com um tema de James Blunt, "Beautiful Dawn", seguido de uma homenagem por um membro da familia de Sturgess e de um sermão pelo reverendo Philip Bromiley, que descreveu Sturgess como uma pessoa muito espiritual. "Ela não passava pela catedral (de Salisbury) sem acender uma vela ou dizer uma oração", garantiu.

Quanto a problemas de segurança, o reverendo disse confiar nas autoridades. "Talvez eu seja ingénuo, mas acredito realmente que a polícia e os serviços de segurança sabem exatamente o que estão a fazer. A família tem ficado incrivelmente impressionada com todas as agências profissionais envolvidas".