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Israel intercetou navios de ativistas que tentaram romper bloqueio à Faixa de Gaza

JACK GUEZ

Os navios transportam 10 mil euros em material médico de urgência, "coisas básicas como gazes, suturas e analgésicos", explicou no sábado à agência de notícias espanhola EFE uma das ativistas, a espanhola Lucía Mazarrasa, que está a bordo do Al Awda

Israel intercetou este domingo uma frota internacional composta por três navios com ativistas de diversos países que tentou romper o bloqueio marítimo da Faixa de Gaza, informou num comunicado o Comité Internacional para Romper o Bloqueio.

Até ao momento, o exército israelita não se quis pronunciar sobre o caso.

A Flotilha da Liberdade foi intercetada a cerca de 60 milhas náuticas do litoral da Faixa de Gaza pelas autoridades israelitas, que estão escoltando as embarcações rumo ao porto de Ashkelon, em Israel.

Após quase três meses de travessia, estava previsto que os navios Al Awda, Freedom e Palestine chegassem este domingo ao porto de Gaza.

Os navios transportam 10 mil euros em material médico de urgência, "coisas básicas como gazes, suturas e analgésicos", explicou no sábado à agência de notícias espanhola EFE uma das ativistas, a espanhola Lucía Mazarrasa, que está a bordo do Al Awda, um navio de bandeira norueguesa que também seria um presente para os pescadores de Gaza.

Por experiências anteriores, os viajantes sabiam que seriam intercetados pela marinha israelita antes de alcançarem a costa.

Nos navios viajam ativistas de 18 nacionalidades, que têm como objetivo chamar a atenção da comunidade internacional para o bloqueio que Israel aplica à Faixa de Gaza desde que o movimento palestiniano Hamas tomou o poder no território em 2007, após expulsar as forças vinculadas ao movimento nacionalista Al-Fatah, que é liderado pelo Presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

As embarcações saíram da Escandinávia em meados de maio e, desde então, atracaram em 28 portos para exigir que Israel ponha fim ao bloqueio de 12 anos sobre a Faixa de Gaza e permita a abertura de seu porto.

A chamada "Frotilha da Liberdade" desafiou o bloqueio com aproximadamente 20 barcos nos últimos oito anos, graças ao financiamento de doações particulares em 14 países.