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Fronteira EUA-México. Cerca de 1400 crianças reunidas com os pais mas ainda faltam outras tantas

Joe Raedle/Getty Images

A administração americana falhou o prazo estabelecido por uma juíza para a reunificação familiar. Advogados do Governo disseram que 711 outras crianças não são elegíveis, enquanto em 431 desses casos, a reunificação não pôde ser feita porque os pais já não se encontravam nos EUA. A União Americana das Liberdades Civis acusa o Governo de “escolher quem é elegível para reunificação”

Cerca de 1400 crianças de um total aproximado de 2500 separadas dos pais na fronteira entre os EUA e o México foram reunidas com as suas famílias. Os dados são da administração norte-americana e foram revelados esta quinta-feira.

Citados pelas agências de notícias, advogados do Governo disseram que 711 outras crianças não são elegíveis para a reunificação com os seus pais dentro do prazo de quinta-feira, estabelecido por uma juíza federal de San Diego. Em 431 desses casos, a reunificação familiar não pôde ser feita porque os pais já não se encontravam nos EUA.

Pais e filhos foram separados ao abrigo da política de “tolerância zero” do Presidente dos EUA, Donald Trump, em relação à imigração ilegal. Muitos deles cruzaram a fronteira ilegalmente, enquanto outros procuraram asilo numa zona de fronteira.

Governo escolhe “quem é elegível para reunificação”

A União Americana das Liberdades Civis, que apresentou queixa contra o Governo, revelou que “dezenas de crianças separadas ainda não foram entregues a qualquer dos pais”. Em comunicado, a organização não-governamental acusa o Governo de “escolher quem é elegível para reunificação”, adiantando que “o responsabilizará pela reunião dessas famílias”.

A pressão para cumprir o prazo do tribunal para reunir as famílias resultou numa grande confusão e as crianças desapareceram dentro de um “buraco negro”, defendem advogados da imigração.

As críticas domésticas e do exterior forçaram Trump a suspender em junho as separações entre pais e filhos. A juíza de San Diego Dana Sabraw ordenou que o Governo voltasse a juntar as famílias e definiu esta quinta-feira como prazo final.