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Coreia do Norte devolve restos mortais de soldados americanos mortos na guerra de 1950-53

AHN YOUNG-JOON/AFP/Getty Images

O repatriamento foi um dos acordos alcançados durante a cimeira histórica entre o Presidente dos EUA e o líder norte-coreano, em Singapura, a 12 de junho. Mais de 7700 soldados norte-americanos que combateram no conflito continuam desaparecidos. O Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse que o retorno dos restos mortais poderia impulsionar as negociações nucleares entre Pyongyang e Washington

A Coreia do Norte transferiu esta sexta-feira 55 pequenas caixas, embrulhadas em bandeiras das Nações Unidas, com os alegados restos mortais de soldados norte-americanos mortos na Guerra da Coreia. O repatriamento dos restos mortais de soldados desaparecidos no conflito de 1950-53 foi um dos acordos alcançados durante a cimeira histórica entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano Kim Jong-un em Singapura a 12 de junho.

“Os restos mortais dos militares americanos vão deixar a Coreia do Norte em breve e vêm para os Estados Unidos! Depois de tantos anos, este será um ótimo momento para muitas famílias. Obrigado a Kim Jong-um”, escreveu Trump no Twitter.

De acordo com um comunicado da Casa Branca, um avião americano de transporte militar voou para um aeródromo na cidade portuária de Wonsan, no nordeste da Coreia do Norte, para levar os restos mortais para a base aérea de Osan, na Coreia do Sul.

Soldados com uniformes e luvas brancas transportaram lentamente as pequenas caixas, colocando-as uma a uma em carrinhas prateadas. Oficiais observavam o procedimento junto de bandeiras dos EUA, da Coreia do Sul e das Nações Unidas.

Mais de 7700 soldados americanos continuam desaparecidos

A Casa Branca informou entretanto que uma cerimónia formal de repatriamento será realizada em Osan na próxima quarta-feira. Os restos mortais serão depois levados para o Havai para procedimentos posteriores sob a supervisão de agência americana de monitorização da defesa, adiantou o Comando da ONU em comunicado.

O repatriamento dos restos mortais coincide com o 65.º aniversário do acordo de armistício de 1953 que acabou com os combates. No entanto, as duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra porque nunca chegaram a assinar um tratado de paz. Mais de 7700 soldados norte-americanos que lutaram na Guerra das Coreias continuam desaparecidos. Cerca de 5300 deles estão perdidos no que é hoje a Coreia do Norte.

O Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, disse que o retorno dos restos mortais poderia impulsionar as negociações nucleares entre Pyongyang e Washington.