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Internacional

Cartel da droga oferece prémio por morte de cadela-polícia que já lhe custou muitos milhões

Para sua proteção, o animal de 6 anos foi transferido para uma zona mais segura, e a polícia reforçou a sua guarda permanente

Luís M. Faria

Jornalista

Uma cadela-polícia de 6 anos chamada Sombra foi transferida para um lugar seguro, depois de se perceber que tem a cabeça a prémio. Motivo: ela ameaça o tráfico de droga na Colômbia, que só em cocaína produz umas 900 toneladas todos os anos.

O maior cartel do país, os Urabeños, oferece um prémio de 200 milhões de pesos (cerca de 59 mil euros) pela morte do animal, que tem sido responsável por algumas das maiores detenções de droga no país.

Até aqui ela estava em Turbo, num zona próxima do mar. Recentemente o seu faro ajudou a detetar 10 toneladas de droga (valor de rua estimado: 430 milhões de euros) que os Urabeños se preparavam para enviar para diversos pontos das Caraíbas. Terá sido essa a razão imediata da ordem para a matar emitida por Dario Antonio Usuga, o líder dos Urabeños.

A cadela já antes tinha cometido outras proezas do género. Ao serviço da política desde muito nova, tem de ser mudada de local a cada três horas, para proteger a sua segurança. A partir de agora vai ficar no aeroporto de Bogotá, com mais alguns polícias extra a guardá-la.

"O facto de querem fazer mal a Sombra e oferecrem uma recompensa tão elevada pela sua captura ou morte mostra o impacto que ela teve nos lucros deles", disse um porta-voz da polícia. O tratador da cadela, como sempre, mantém-se junto dela.