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Internacional

Venezuela. EUA acusam ex-funcionários de petrolífera estatal de ‘lavagem’ de dinheiro

Em causa está o desvio de cerca de 1,2 mil milhões de dólares. Entre os oito acusados há um português

Departamento de Justiça norte-americano acusou na quarta-feira oito ex-funcionários da empresa estatal de petróleo venezuelana (PDVSA), incluindo um português, de 'lavagem' de dinheiro em Miami.

Em causa está a 'lavagem' de dinheiro de cerca de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) desviados da gigante petrolífera.

Em comunicado, a autoridade de justiça norte-americana indicou que os acusados usavam imóveis e esquemas sofisticados de investimentos falsos como parte de uma operação internacional.

Entre os suspeitos encontra-se o português Hugo André Ramalho Góis, de 39 anos, um colombiano, um panamiano, um uruguaio e quatro venezuelanos.

Segundo a acusação, por detrás do esquema de 'lavagem' de dinheiro estão investimentos falsos, gestores, empresas de intermediação financeira, bancos e empresas de investimentos imobiliários.

Entre os alegados conspiradores estão ex-funcionários da PDVSA, 'profissionais' na 'lavagem' de dinheiro e membros da elite venezuelana.

De acordo com a acusação, a conspiração terá começado em dezembro de 2014, com um esquema de câmbio pensado para desviar mais de 500 milhões de euros da PDVSA, obtidos por meio de suborno e fraude.

Em maio de 2015, a conspiração terá duplicado de valor, atingindo os mil milhões de euros que terão sido desviados da PDVSA, a principal fonte de renda e de moeda estrangeira da Venezuela (principalmente dólares americanos e euros).